
A compositora, musicista e saxofonista Maria Bragança apresenta hoje e amanhã, na Fundação de Educação Artística, o projeto "Chorando Jazz", que mescla choro, jazz e música erudita. Uma mistura que ela, em tom de brincadeira, chama de "gourmet": "Um bom vinho com um excelente queijo. Uma apresentação mais groove e mais orgânica. Não temos medo de ir até a raiz e voltar". O repertório inclui forró de Hermeto Pascoal, choro do mestre K-Ximbinho, sonata do jazzista Phil Woods e temas próprios.
"Chorando Jazz" integra o "Verão Arte Contemporânea", evento em curso. Maria Bragança toca ao lado do baterista Márcio Bahia e do baixista Chacal, com participação da pianista Heloísa Fernandes e o guitarrista Samy Erick. "A música nos permite comungar, sobretudo quando os músicos são profissionais. É muito legal ter essa comunicação entre o choro e o jazz. É uma maneira de escutar e valorizar a linguagem do outro. Se formos espertos, conseguimos aprender um com o outro".
O projeto "Chorando Jazz" foi criado em 2011, para uma apresentação ao lado da Big Band do Palácio das Artes, em torno da obra de Moacyr Santos e do francês Darius Milhaud.
Mineira de Itabira, Maria estudou no Brasil e na Alemanha. Seu estilo pessoal traz a mescla bem-sucedida de jazz brasileiro e europeu, música erudita e contemporânea e da música popular brasileira.
Serviço
Sexta (18) e sábado (19), às 20 horas, na FEA (rua Gonçalves Dias, 320, 3224-1744). Ingressos: R$ 14 e R$ 7 (meia).