
Vencedor este ano do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas com “Não Enche o Saco do Chico”, o músico Marcos Frederico pode dizer que o certame lhe rendeu muito mais do que um prêmio. Foi justamente o concurso que motivou o encontro dele com o compositor Leonardo Brant, com quem lança hoje o belo disco “Mata Hari”.
Vamos à história: Leonardo, que é professor de Direito e não trabalhava com música há algum tempo, sonhou com uma canção e decidiu gravá-la, para depois inscrevê-la no concurso de marchinhas. Foi seu irmão quem indicou o estúdio de Marcos Frederico.
Os dois acabaram se tornando amigos e, regularmente, Leonardo passou a visitar o estúdio com novas ideias, que logo eram transformadas em parcerias. Não houve planejamento, mas logo viram que tinham o material de um disco em mãos.
O interessante é que o disco se tornou uma espécie de viagem pelo mundo, com arranjos inspirados em gêneros de diferentes lugares (tango, jazz, música mexicana...), com direito a letras escritas em quatro idiomas – além do português, Leonardo escreveu em inglês, francês e espanhol. Algo tranquilo para ele, já que morou na França e nos Estados Unidos.
“Fizemos o disco bem à vontade, de forma tranquila, e o resultado foi um som maduro, sem a pretensão de ter vínculo a algum estilo. É um som livre”, conta Leonardo Brant, que já planeja um segundo álbum com Marcos
Dono de uma voz rouca – que lembra muito o jeito do canadense Leonard Cohen –, Leonardo tocou em banda de rock nos anos 80 e já teve livros de poesia publicados e premiados. O ecletismo, que já fazia parte dos trabalhos da juventude, se acentuou mais depois que viajou para outros países como pesquisador da área do Direito.
Planos
“Mata Hari” é o segundo disco consecutivo que Marcos Frederico faz em parceria com um letrista – ano passado ele lançou o ótimo “Universo Carapuça” com Lucas Fainblat – que, coincidentemente, também o procurou por conta de uma marchinha. “Eu sou aberto a todo tipo de música. Quando é feita com o coração, o resultado fica muito bonito”, diz o bandolinista.
Segundo ele, o disco “Mata Hari” tem potencial para viajar pelo Brasil (há um projeto aprovado na Lei Rouanet ainda não captado) e pelo exterior. Enquanto isso não acontece, ele dá continuidade às gravações de um novo CD solo: “Carnaval Cigano”.
Show de lançamento do disco “Mata Hari” no Café com Letras do CCBB (Praça da Liberdade, 450), hoje, às 20h. Entrada gratuita