Max e Igor trazem a sua Cavalera Conspiracy à capital mineira

Paulo Henrique Silva/Hoje em Dia
Publicado em 12/09/2014 às 08:05.Atualizado em 18/11/2021 às 04:10.
 (Divulgação)
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A vontade de Max Cavalera é a de pichar a parede do camarim do Music Hall com as palavras “Nostalgia Home”. É que, quando subir ao palco neste sábado (13), o vocalista e guitarrista espera receber “um monte de gente das antigas”, do tempo em que, no bairro Santa Tereza, dava os primeiros passos com a banda Sepultura, uma das referências do metal.

Agora ao lado irmão e baterista Igor Cavalera, ele busca resgatar a sonoridade daquela época com o Cavalera Conspiracy, formada em 2006 e em contagem regressiva para lançar o seu terceiro álbum. No show deste sábado, a dupla promete uma palhinha de “Pandemonium”, previsto para novembro.

“Não vamos mostrar muita coisa porque ainda é bem novo”, explica Max, adiantando que o repertório contará com “Babilonia Pandemonium”, que abrirá o disco, e “Banzai Kamikaze”, já com clipe na internet. A set list está “bem misturada”, como prefere definir. Não faltam, por exemplo, as “clássicas” do Sepultura, como “Desparate Cry” e “Troops of Doom”.

Tem ainda músicas do Soulfly, banda paralela de Cavalera, que recentemente fez uma grande turnê pela Ásia e Oceania, e também do Nailbomb, grupo liderado pelo vocalista na década de 1990. “A distribuição no show e o jeito que estamos tocando estão levando as pessoas a dizer que é um dos nossos melhores shows”.

Max não esconde a emoção de tocar aqui. “Tenho boas memórias da praça (de Santa Tereza). Lembro de uma reportagem intitulada ‘Sepultura vomita no Clube da Esquina’, uma brincadeira com o movimento também criado ali perto”.

No momento da entrevista, Max está em Curitiba, para mais um show. A turnê brasileira é marcada por uma apresentação a cada dia. “É pauleira, mas compensa”. Ele se diverte ao lembrar da gravação de “Pandemonium”, quando a polícia foi chamada por conta do barulho num bairro residencial de Phoenix, cidade americana onde Max mora. “Me segurava para não rir. Em 30 anos de carreira, é a primeira vez que isso acontece”.

A casa pertencia ao produtor John Gray e um vizinho perdeu a paciência quando as paredes de sua residência começaram a tremer. “O novo disco está tão energético que a bateria do Igor ficou super alta. Esse é o estilo que criamos dentro do death metal e do hardcore. O que a gente faz é único, exótico e muito diferente”, avisa.

Cavalera Conspiracy - Neste sábado, a partir das 20h, Music Hall (Av. do Contorno, 3.239). Ingressos: R$ 150. Camarote, R$ 260. Menores de 21 anos, com RG, pagam meia entrada. Participação das bandas Project46 e Capadocia.


 

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