
“Sabeis vós que já nasci para celebrar a nobreza”. A frase é imponente, bem como o prédio a que se refere, o da Estação Central. No cinzento Centro da capital mineira, a construção – originalmente uma estação ferroviária erguida em 1922 e ainda hoje um dos cartões postais da cidade – é uma referência urbana até mesmo para os pouco observadores da arquitetura em estilo eclético.
O edifício e seu entorno são os homenageados do livro “Estação em Movimento – A História da Praça da Estação em Belo Horizonte”, do arquiteto Flávio de Lemos Carsalade. O prédio é visto pelo arquiteto como uma síntese do que seja espaço público urbano, descortinada por meio de edificações e monumentos.
Misturando fatos verdadeiros e fictícios, a publicação não é essencialmente técnica e nem feita apenas para arquitetos. A linguagem é bem literária – um desafio, confessa Carsalade – que tem maior bagagem em literatura científica. “A ideia foi fazer um livro que tivesse sabor, que fosse mais gostoso de ler”, salienta.
Na primeira pessoa
Cada prédio “conta” a própria história, na primeira pessoa, ganhando assim ares de personagem. Com essa abordagem, o autor garante: o livro pode ser lido por todos os interessados em conhecer os causos que circundam a Praça da Estação e como a parte arquitetônica foi erguida.
Além da Estação Central, consta a “trajetória” da Casa do Conde; 104 Tecidos; Estátuas da Praça; Escola de Engenharia da UFMG; Sul América Hotel; Monumento à Civilização Mineira; Edifício Chagas Dória; Edifício Sede da RFFSA; Hotel Itatiaia; Serraria Souza Pinto; Edifício Central; Peixes Urbanos; e Viaduto de Santa Tereza.
Serviço:
Lançamento do livro “Estação em Movimento – A História da Praça da Estação em Belo Horizonte”, de Flávio de Lemos Carsalade. Hoje, às 10h, no Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174). Valor promocional do livro: R$ 80