O Cine Sesc Palladium recebe, desta quarta (23) ao dia 4 de dezembro, a mostra "Políticas do Cinema Moderno", que busca reviver um tempo em que, como escreveram os críticos Jean Narboni e Jean-Louis Comolli, "a política não era inimiga da beleza".
Entre a segunda metade dos anos 1960 e o início da década seguinte, no auge da modernidade cinematográfica, surgiam de vários países – da Polônia aos EUA, da Hungria à República Tcheca, da França ao Japão – realizadores que aliavam, em suas obras, reflexão crítica e vigorosa experimentação estética.
Serão seis sessões comentadas – sempre às quartas-feiras, às 20h – por pesquisadores, críticos ou cineastas.
Nesta quarta, será exibido "Não Reconciliados ou Onde Reina a Violência, Só a Violência Pode Ajudar" (Jean-Marie Straub, Alemanha, 1965). Baseado em romance de Henrich Böll, foca uma família de classe média, de 1910 ao pós-guerra, passando pela ascensão do nazismo. A construção de uma visada crítica sobre o passado – sempre de um ponto de vista presente – se encarna na desconstrução do modelo narrativo clássico, que resulta em uma estrutura elíptica desafiadora. Após a sessão, debate com o pesquisador João Dumans.
Serviço
"Políticas do Cinema Moderno" – Até o dia 4/12, no Cine Sesc Palladium (avenida Augusto de Lima, 420). Entrada gratuita. Retirada de senha 1 hora antes. Espaço sujeito a lotação. Classificação: 18 anos. Informações: 3270-8100.