Muita música e presenças ilustres no encerramento do Lollapalooza

Folhapress
Publicado em 06/04/2014 às 21:37.Atualizado em 18/11/2021 às 01:58.
 (Francisco Cepeda)
(Francisco Cepeda)

SÃO PAULO - A banda de rock alternativo Pixies, quarta atração do palco Skol, encontrou grande público na tarde de hoje no Autódromo de Interlagos. Alguns deles famosos, como Supla --que se apresentou mais cedo no palco Interlagos--, Alessandra Negrini e Ellen Jabour. Sérios a maior parte do tempo, os integrantes tocaram 22 músicas, entre elas a nova "Bagboy", do disco "Indie Cindy", composto de três EPs lançados entre 2013 e o início deste ano. O vocalista, Black Francis não se dirigiu à plateia uma vez sequer durante todos os 75 minutos de show. Quando gritou "Hey", o público gritou de volta animado, mas era apenas o início da música de mesmo nome, que foi cantada em coro. Soundgarden e New Order ainda fecham a noite neste domingo (6).

A única vez que sorriu foi quando entrou errado em uma das canções, "La la Love You", que foi cantada pelo baterista Dave Lovering, que parecia estar gostando bem mais da apresentação. Da metade para o fim do show, Francis tomou o violão e tocou canções mais lentas e hits como "Here Comes your Man", "Where Is my Mind" e "Holiday Song".

Indie rock dançante do Vampire Weekend anima jovens moderninhos

Num dos shows com mais palmas no Lollapalooza -não apenas pelo contentamento do público, mas pelo estilo das músicas-, o quarteto nova-iorquino Vampire Weekend fez os jovens moderninhos dançarem com gosto na tarde de hoje.  A sonoridade do grupo -um indie rock com pitadas de eletrônica, de punk pop e de sons africanos- funcionou bem no clima de fim de tarde, com o sol caindo, no palco Onix, que estava bem cheio. Com 16 músicas, o repertório do show foi bem dividido entre os três discos da banda, privilegiando um pouco o último deles ("Modern Vampires of the City", 2013), com o qual a jovem plateia estava claramente mais familiarizada -não apenas cantando músicas como "Diane Young" e "Step", mas levando inclusive cartazes para participar do refrão de "Ya Hey".

Mas é claro que o público também conhecia e se divertiu com os sucessos dos álbuns anteriores, como as contagiantes "Holiday", "Cousins" e "A-Punk". O vocalista e guitarrista Ezra Koening, a dois dias de completar 30 anos, estava em modo simpático, com muitos "obrigado" e usando até gíria.

"New York é a melhor cidade da América do Norte, São Paulo é a melhor cidade da América do Sul. Tamo junto", disse em português, para delírio dos fãs. Boa parte do público que encheu o gramado para ver a banda começou a debandar antes do fim, rumo ao palco em que o Pixies tocaria na sequência. Quem ficou viu um final mais morno do que o início, encerrado com a lenta "Hannah Hunt" ("Sobre uma garota de São Francisco", disse Koening) e com "Walcott", mais animada, mas não particularmente brilhante.

Johnny Marr toca Smiths e faz os fãs cantarem junto no Lollapalooza

Desbancado do horário nobre do Lollapaloosa, o veterano Johnny Marr, 50, teve de tocar debaixo do escaldante sol que castigava Interlagos no começo da tarde. O guitarrista, um dos criadores dos Smiths, não se intimidou com o calor e se apresentou vestido de cores escuras e com a camisa esticada até os pulsos. Em pouco menos de uma hora de espetáculo, desfilou canções de diferentes fases de sua carreira, num show que já vem mostrando desde 2013, quando lançou o bom álbum "The Messenger". Marr não deu sinais de ainda sentir dor em uma das mãos, que quebrou há algumas semanas ao cair, enquanto corria, em Londres.

Havia um público expressivo para o horário, que dançou e cantou os temas mais batidos. Podia-se ver camisetas do Oasis e do Coldplay, bandas que declaram influência direta do guitarrista. O repertório solo deu mostras de quão variadas foram as colaborações de Marr depois do fim dos Smiths, em suas passagens e colaborações com artistas como Pretenders, Paul McCartney, The The, Eletronic e Modest Mouse. Caiu bem, também, o cover "I Fougth the Law" (The Crickets). "Eu tenho muitos amigos", disse, antes de emendar. "Essa é para os meus velhos amigos".

Introduziu, assim, "Bigmouth Strikes Again", uma das quatro dos Smiths que interpretou em sua apresentação. O público pulou e cantou junto. A primeira foi "Stop Me If You Think You've Heard This One Before", bem ao princípio. As outras duas fizeram parte do último bloco, que contou com a participação de Andy Rourke, legendário baixista dos Smiths.

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