
Gente de todas as idades, cores, tribos e classes sociais. Quem conferiu a segunda “Virada Cultural de Belo Horizonte” na noite deste sábado (30) pôde perceber que a grande festa atrai uma multiplicidade de pessoas. Na porta do Parque Municipal, havia uma grande fila de jovens interessados em uma programação diversa, capitaneada pelo show da Orquestra Arte Viva, com participação de Toquinho.
A Praça da Estação ficou lotada durante os dois primeiros shows, ambos de samba – Diogo Nogueira e Aline Calixto. Uma animação que empolgou a aposentada Maria Alice Mamão, de 57 anos. “Está maravilhoso, muito alto astral. Surpreendente”, afirmou. Seu marido, Sergio Mamão, disse que estava receoso em assistir um show gratuito em meio a uma multidão, mas se surpreendeu com a boa segurança. “Estava ao nosso lado, uma mãe com um bebezinho pequeno. Uma mostra de que essa festa é para todo mundo, com uma grande tranquilidade”.
Família se surpreende com a tranquilidade do evento (Foto: Carlos Rhienck/Jornal Hoje em Dia)
A ceramista Lidiane da Silva, de 28 anos, veio de Pará de Minas para aproveitar a festa ao lado das amigas. Para não gastar muito, elas levaram a própria cerveja em uma mochila térmica – opção de boa parte do público presente no centro da cidade. “A intenção é ficarmos na Praça da Estação até chegar o cansaço”, disse.
Enquanto uma multidão curtia o samba, os mais alternativos preferiram passear pelos arredores do hipercentro. Uns preferiram o hip hop do palco montado na avenida Aarão Reis, outros a soul music que estava sendo tocada no Edifício Central e muitos dançavam ao som do reggae do Roodboss Soud System, na rua Tupinambás.
A "Virada Cultural" também é espaço para esportes diferentes. Um "campinho" foi montado no meio da avenida dos Andradas, onde acontece neste domingo (31) o campeonato brasileiro de polo bike - polo feito sobre bicicletas. Enquanto os jogos não acontecem, o artista Baba Jung grafitou parte do tapume usado para demarcar o "campo".
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Houve também quem quisesse curtir uma música mais popular no “Palco do Amor” – montado na rua Guaicurus, bem no coração da região famosa pela prostituição. Enquanto acontecia o show de Marcio Greyck, era fácil encontrar profissionais ligados ao setor cultural. Como o músico Garbo, de 44 anos. “Estou achando ótimo ver todo mundo na rua à noite. Mas acho que essa programação deveria ser melhor divulgada”, disse.
Sua amiga, a produtora cultural Irene do Carmo, de 27 anos, viu uma evolução nessa segunda edição da Virada. “Ficou mais fácil se deslocar a pé, pois a produção apostou mais em palcos menores como esse da rua Guaicurus. Foi o palco que teve a programação mais atrativa”.
Reduto da prostituição recebeu programação divertida como Márcio Greyck (Foto: Carlos Rhienck/Jornal Hoje em Dia)