No aniversário de BH, Celso Moreira lança seu primeiro DVD

Pedro Artur - Hoje em Dia
Publicado em 08/12/2014 às 08:06.Atualizado em 18/11/2021 às 05:18.
 (Fabiana Pinheiro/Divulgação)
(Fabiana Pinheiro/Divulgação)
Na sexta-feira, dia 12 de dezembro, Belo Horizonte completa 117 anos. E a capital já tem um presente prometido: o DVD “Celso Moreira”, o primeiro disco audiovisual deste importante músico da cena instrumental da música mineira e brasileira – irmão do violonista Juarez Moreira, outro representante dessa sonoridade de “responsa”. Para fazer a entrega digna deste regalo, o mineiro faz o lançamento no dia exato do sopro das velinhas da cidade, às 21h, na Fundação de Educação Artística. A entrada é franca. Os DVDs, claro, estarão à venda no local, ao preço de R$ 40, e, depois, na loja Acústica (rua Fernandes Tourinho, 300, Savassi).
 
Com dois discos solos no currículo – “Cenas Brasileiras” (2012) e “Celso Moreira Autoral” (2008) – o músico e compositor mineiro (de Guanhães) continua a transitar com admirável naturalidade entre o jazz e o samba. “Toda a vida gostei de jazz, música pop. Fui criado e tive a formação nesses gêneros. Meu pai (Rivadávia Moreira, chamado de “Riva” por amigos e familiares) ouvia muita música brasileira, choro, MPB. Então, lá em casa, a gente ouvia Pixinguinha, Noel (Rosa), Jacob do Bandolim, Garoto. Mas meu pai também gostava de música norte-americana”, rememora Celso.
 
Neste novo trabalho, que contabiliza dez faixas, ele brinda seu público com releituras de clássicos – “Com que Roupa?” e “Palpite Infeliz”, ambas de Noel Rosa; “Choro para Metrônomo”, de Baden Powell, e “Angel”, de Wes Montgomery. Há, ainda, duas inéditas – e autorais: “Baiãozão” e “Baiãozinho”.
 
Amigos
 
No “DVD Celso Moreira”, o músico e compositor celebra a amizade e a união com os amigos de toda a vida, caso do irmão. “Eu e Juarez tocamos no CD ‘Cenas Brasileiras’. E as pessoas sempre me perguntam ‘por que não tocar com o Juarez?’ Querem ver nós dois tocando, então escolhi o choro ‘Bate Papo’ já estava à mão”, explica Celso, que também teve, no novo álbum, as companhias de Chico Amaral, André “Limão” Queiroz, Milton Ramos, Christiano Caldas, além de uma participação especial de Célio Balona.
 
A ideia para o DVD surgiu, segundo o músico, para atender não só a demandas suas, como as do seu público admirador. “Num primeiro momento, fiz para que as pessoas me vissem executando as minhas próprias músicas. E também me veem na noite, em shows e eventos, tocando mais guitarra. Só que, a princípio, sou um violonista que toca guitarra. Geralmente isso não é muito comum, pois quem escolhe violão acaba ‘ficando’ nesse instrumento. Queria, assim, mostrar minha performance como violonista. Toco Baden Powell, toco composições minhas, como ‘Bate Papo’ feita para violão. E o DVD é um cinema”, brinca.
Antenado e um dos expoentes da cena instrumental, Celso diz que a música mineira tem o sotaque próprio. “O jeito de tocar dos mineiros é muito original, está entranhado na gente, na nossa cultura”, ressalta.
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