O K-Pop com sotaque ‘patropi’

Patrícia Cassese - Hoje em Dia
Publicado em 21/09/2014 às 12:30.Atualizado em 18/11/2021 às 04:17.
 (Divulgação)
(Divulgação)
Os meninos da foto acima têm uma tarefa e tanto: ajudar a divulgar, no Brasil, um gênero que, tendo como epicentro a Coreia do Sul, espalhou-se pelo mundo com velocidade invejável. Sim, estamos falando do K-Pop, ou pop coreano (o K, claro, é de Korea), que, há quase dois anos, teve um de seus momentos ápices através do Psy e seu “Gangnam Style”. Mas, claro, o K-Pop não é representando só por Psy. Há uma legião de grupos e artistas que capricham não só no recado que querem passar com letras e melodias, mas também com o visual. Mesmo ainda pouco conhecidos por aqui, os grupos filiados ao K-Pop têm milhares de seguidores nas redes sociais e, previsivelmente, replicadores locais, como o Champs – os tais meninos da foto ao alto desta página.
 
Com uma importante ressalva: “Na verdade, nós não somos um grupo de K-Pop, ainda que todas as nossas influências e referências sejam do gênero. Pegamos todos esses atributos para criar um estilo novo no Brasil”, dizem em conjunto – sim, eles pediram para as respostas serem creditadas a quatro dos integrantes – Ricky, Iago, Shi e Diego. O único a não participar da entrevista foi Kinji. O estilo novo foi batizado de B-Pop, e o B não se refere só a Brasil: é que eles também estão resgatando o antigo conceito das “boygroups”, que tinham como objetivo cantar e dançar. Alguém aí lembrou de Menudos, Tremendo, Backstreet Boys?
 
“Estamos em um período em que o Brasil está ‘carente’ de algo novo no mercado musical. Por enquanto, nós somos os pioneiros, mas a nossa empresa tem planos para lançar outros grupos no mesmo estilo”, diz Shi, referindo-se à JS Entertainment, empresa comandada pelo sul-coreano Alex JS Lee, que se radicou no Brasil em 1995 e busca difundir um pouco da cultura do seu país natal por aqui. “Esse estilo é muito conhecido na Coreia, mas não no Brasil”, explica Lee. “A gente espera abrir novos espaços para este tipo de entretenimento aqui também, com o diferencial de ser em português, para que todos possam entender”. 
 
Os meninos – sim, juntinhos – contam que o feedback tem sido muito positivo, inclusive pelas novidades em relação ao visual e dança. Mas eles dizem lidar bem também com as críticas. “Normalmente são pessoas que não estão acostumadas com esse estilo aqui, no Brasil”. As positivas, claro, incentivam o grupo a pregar ainda mais essa “pegada nova” para o Brasil.
 
O primeiro single (e clipe) do Champs, “Dynamite”, foi gravado em Seul, com direito a coreografia de Ki Seok Choi – que trabalha com Psy.
Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por