MÚSICA

Orquestra Ouro Preto convida ex-Mutante Túlio Mourão para celebrar a alma mineira

Concerto tem apresentação única em 12 de abril, no Sesc Palladium, em BH

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 30/03/2026 às 18:02.Atualizado em 30/03/2026 às 18:17.
 (Julia Ponte/Divulgação A Dupla Informação)
(Julia Ponte/Divulgação A Dupla Informação)

Em uma conexão do tipo queijo com goiabada, frango com quiabo e costelinha com feijão tropeiro, a união musical entre o ex-Mutante Túlio Mourão e a Orquestra Ouro Preto promete um sabor especial á temporada 2026 da série Alma Mineira. O compositor, arranjador e pianista sobe ao palco do Sesc Palladium junto com a premiada formação comandada pelo maestro Rodrigo Toffolo no próximo dia 12, às 11h. 

O projeto celebra a riqueza e a pluralidade da música produzida em Minas Gerais. No palco, a soma dessas trajetórias promete uma espécie de retrato sonoro da sensibilidade mineira, em uma experiência compartilhada.

Mourão chega ao encontro levando consigo mais de cinco décadas de música. Nascido em Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado, o pianista construiu carreira criando trilhas sonoras premiadas para o cinema, além de parcerias e colaborações com nomes centrais da música brasileira, como Milton Nascimento, Maria Bethânia e Chico Buarque. Também integrou a fase progressiva da banda Os Mutantes e manteve vínculos com o universo criativo do Clube da Esquina.

Dimensão afetiva no encontro com a OOP

Para Mourão, este encontro com a formação mineira carrega também uma dimensão afetiva. “Sempre fui um grande admirador da Orquestra Ouro Preto”, afirma. “Sempre defendi que as orquestras precisam estar atentas e cumprir com eficiência e qualidade sua interface com a comunidade, respondendo demandas, atendendo expectativas e elaborando seu perfil social com o rigor que entrega seu brilhante conteúdo artístico”, emenda.

O repertório da apresentação do próximo dia 12 percorre diferentes momentos da produção de Mourão. Canções, temas instrumentais e trilhas de cinema compõem um mosaico que reflete a diversidade de sua obra, incluindo temas associados a filmes como “Moças de Fino Trato”, “O Vestido” e “O Viajante”.

“Ali aparecem canções orquestradas, parcerias com Milton Nascimento, temas registrados em CDs instrumentais, peças orquestrais e trilhas de filmes”, adianta.

O maestro Rodrigo Toffolo vê o projeto como uma forma de reafirmar a identidade cultural mineira por meio da música. “É um projeto que busca revelar a força criativa desse território e mostrar como a música mineira dialoga com o mundo sem perder sua essência. Receber Túlio Mourão nesse contexto é reconhecer um artista que representa exatamente essa riqueza de caminhos.”

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