Oscar: Wagner Moura e Kleber Mendonça debatem cinema nacional com Fernanda Torres e Walter Salles
Brasil é destaque pelo segundo ano consecutivo na busca por uma estatueta
Uma semana antes do Oscar, Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho tiveram um encontro virtual com Fernanda Torres e Walter Salles sobre a repercussão do cinema brasileiro no exterior.
Walter e Fernanda levaram o Brasil ao centro dos holofotes mundiais com o filme "Ainda estou aqui" em 2025, conquistando um Globo de Ouro e um Oscar. Agora, é a vez de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, com a obra "O Agente Secreto", que já conquistou um Globo de Ouro e está concorrendo por quatro estatuetas do Oscar.
No bate-papo, Fernanda comenta sobre como é difícil explicar o que é o Brasil em um filme, especialmente para gringos, enquanto temos 2 obras brasileiras no Oscar em anos seguidos, que fizeram sentido para todo o mundo. Wagner destacou a importância de criar e exportar uma identidade cultural para a compreensão do nosso próprio povo.
Enquanto Kleber comentou que a chave que une o sucesso de "Ainda estou aqui" e "O Agente Secreto" é o afeto. "Nós vivemos um momento muito difícil, política e socialmente. Mas há um lado positivo em ambos os filmes".
Já Walter destacou as diferenças entre as obras e ressaltou que "O Agente Secreto" "mudou até a nossa própria compreensão da nossa identidade na melhor forma possível[...]entendemos que podemos ser maiores do que pensávamos. [...] O filme amplia a ideia de identidade cultural".
Ainda na chamada, os artistas refletiram sobre os significados das imagens e personagens de "O Agente Secreto" em relação ao cenário mundial atual, "De alguma forma podemos superar", ponderou Salles.
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