
Mesmo em fase de mudanças e descontinuidades, o projeto Palco Giratório vai remando contra a corrente. Em 2017, a iniciativa já reconhecida como o maior circuito de artes cênicas do país completa 20 anos e desembarca em terras mineiras sábado com várias atividades gratuitas.
O pontapé fica por conta da companhia “Oi Nóis Aqui Traveiz”, do Rio Grande do Sul, que traz para a Praça da Assembleia o espetáculo “Caliban – A Tempestade”, de Augusto Boal. No Sesc Palladium, a exposição “Arena conta... Teatro e Resistência no Brasil” (1965-1970) reforça a abertura da temporada mineira.
Além de vir a Belo Horizonte, o Palco Giratório também levará várias apresentações a outras sete cidades mineiras. Almenara, Araxá, Contagem, Montes Claros, Poços de Caldas, Uberaba e Uberlândia entram no circuito.
Maria Carolina Fescina, uma das curadoras do projeto, destaca justamente a abrangência da iniciativa, que circula por todas as regiões brasileiras.
“O Palco Giratório é diferente justamente por isso. Ele vai para o interior, vai para os lugares a que os grupos não costumam ir”, ressalta a curadora.
Engajamento
Maria Carolina aponta nos espetáculos escolhidos um reflexo da sociedade e política brasileira atual. “Quando fechamos a programação, é sempre muito curioso, porque olhamos para ela e vemos o que ela nos fala. Nessa (programação) notamos que existe um reflexo do país. Ela está bem engajada politicamente”, afirma a curadora, que ressalta também a busca pela ocupação dos espaços urbanos e a ampliação do escopo das artes cênicas, que, nesta edição, incluem também espetáculos circenses, performances e intervenções.
“Esse ano, a gente pensou muito no circo, que é uma das artes cênicas que ainda tem um lugar a ser conquistado, que precisa ser ampliado”, afirma.
Serviço: Palco Giratório, de 10 de junho a 9 de novembro. Em Belo Horizonte, Almenara, Araxá, Contagem, Montes Claros, Poços de Caldas, Uberaba e Uberlândia. As entradas são gratuitas. Confira a programação completa no site sescmg.com.br/palcogiratorio