Para Alexia, um mundo de emoções e pensamentos

Patrícia Cassessi - Hoje em Dia
Publicado em 27/07/2014 às 07:22.Atualizado em 18/11/2021 às 03:32.
 (Marcelo Faustini)
(Marcelo Faustini)
Ano passado, Alexia (filha de mãe americana e pai brasileiro) foi convidada ao “Brasil Summerfest”, ao lado de Seu Jorge e Marcelo D2, para levar a música brasileira aos quatro cantos de Nova York. A cidade a recebeu de braços abertos e a cantora resolveu fazer da Big Apple sua nova casa.
 
Desde então, os shows não param (no MoMA ou no Joe’s Pub), a rádio NPR vem tocando suas músicas e Alexia ainda estreitou laços com estilistas e designers como Olivier Theyskens, Costello Tagliapietra e Geova Rodrigues, com quem realizou trabalhos fotográficos.
 
Sobre a repercussão do clipe de “You Don’t Know Me”, ela narra: “Algumas pessoas comentaram que viram, nas minhas expressões, muitas facetas. ‘Alexias’ que revelam alegria, tristeza, aconchego, solidão, maturidade, inocência, timidez, coragem… Um mundo de pensamentos e emoções. Acho que isso traduz a essência da canção do Caetano, e o Pico, com um olhar sensível, conseguiu levar essa natureza à câmera”.
 
TRÊS PERGUNTAS PARA ALEXIA BOMTEMPO
 
1) Como foi a gravação na Grande Estação?
Foi assim, natural, como tudo que acontece aqui, em NY. No Grand Central foi interessante, porque eu estava usando uma roupa laranja que chamava muita atenção e, para dar aquele efeito acelerado no fundo, o Pico queria que eu ficasse ompletamente parada ali no meio enquanto ele me filmava da escada. Todo mundo que passava por mim achava que eu era uma estátua (Risos)!
 
2) Qual a sua relação com NY? Qual o seu point preferido? Como está sua agenda de shows? Ainda sobre NY, pode citar alguma banda que te conquistou, talvez alguma pouco conhecida dos brasileiros?
Apesar de ter nascido aqui nos EUA e ter tido essa vida partida com o Brasil, eu nunca tinha morado de fato em NY. Cresci e morei em várias outras cidades americanas, mas sempre tive uma fascinação por essa cidade e uma vontade muito grande de pertencer a ela. Então, no ano passado, quando fui convidada para me apresentar no Brasil Summerfest, fiquei. Tenho feito muitos shows por aqui e por outras cidades americanas, o público e a imprensa me receberam muito bem. Existe um interesse enorme por tudo que vem do Brasil. Mas, como eu sou uma mistura, acho que venho traçando e expressando isso na minha música também. Estou compondo com artistas daqui e começando a pensar no meu próximo disco que, é claro, vai ter influências brasileiras, mas acho que vai retratar a minha vida em NY. Todo dia descubro um lugar diferente, as possibilidades são infinitas. Adoro a cena artística do Lower East Side, a diversidade musical do Nublu, gosto de caminhar no High Line, tomar brunch com os amigos no East Village, sentar nos cafés de Williamsburg… Assisti a muitos shows interessantes - tudo parte daqui, ou passa por aqui em algum momento. Alguns artistas que me conquistaram: Jenny O, Little Dragon, Ultraísta e Genes and Machines.
 
3) Pode especificar esses trabalhos com os estilistas e designers citados?
Eu adoro moda, sempre gostei de fotografar e acho que a música traz a possibilidade de agregar essas estéticas. Conheci alguns designers aqui que se encantaram pela minha mistura americano-brasileira e volta e meia faço ensaios para novas coleções de roupas e maquiagem. Há alguns meses conheci o incrível estilista Geova Rodrigues, que é do Rio Grande do Norte, mas mora aqui há muitos anos. Fizemos juntos um ensaio super bacana.
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