Neste sábado (15), o Parque Municipal (avenida Afonso Pena, 1.377, Centro) vai se transformar em um ponto de encontro da música mundial. O local volta a receber o "Festival Nômade", que neste ano chega à sua 3ª edição.
O evento, com entrada franca, recebe seis atrações musicais de países como Marrocos, Senegal e Estados Unidos e de regiões como o Leste Europeu desembarcam na capital. Além disso, o público também confere uma exposição fotográfica assinada pelo viajante francês Gerard Ortigosa. Isso sem contar uma feira gastronômica e de artesanato. As apresentações começam no sábado, às 18 horas. A viagem continua no domingo (16), a partir das 16 horas. A entrada é gratuita.
"A música é a aproximação mais fácil das culturas que conhecemos. Para sentir não é preciso saber falar, nem ler ou ter conhecimentos específicos. É só escutar", disse o marroquino, radicado na capital mineira, Paco Pigalle. Ele também é o curador artístico do festival e apresentador do Nômade, programa de rádio que há 22 anos é transmitido de BH para todo o Brasil pelo endereço www.radio.pacopigalle.com.br. Para se ter uma ideia do poder da música somado à curiosidade do público, na última edição, realizada no ano passado, cerca de 10 mil pessoas conferiram as apresentações, que também se espalharam por dois dias.
Respeitando a essência plural do projeto, atrações de três continentes comandam a programação desta edição. Os primeiros a subirem no palco, no sábado, são os integrantes do Arnoud Van Lancker Quartet, formado por músicos de países do Leste Europeu. Essa é a primeira vez que o quarteto apresenta seu som no Brasil, marcado por uma mistura entre o jazz, a música cigana e outros ritmos. Neste mesmo dia, o público conhece o Urubu, projeto tupiniquim que une o sanfoneiro brasileiro Rodrigo Marchevsky a quatro músicos franceses, fundindo a Música Popular Brasileira com a multiplicidade da música europeia.
Já no domingo, o senegalês Zal Idrissa Sissokho transforma o palco em uma verdadeira alquimia sonora, celebrando os 53 anos de independência do Senegal. Na apresentação, Sissokho faz nascer da Kora, espécie de harpa africana feita a partir de uma cabaça, sons que refletem a tradição, a história e os encantos de uma cultura rica em valores musicais. Outra atração imperdível é o encontro entre dois bluseiros, o gaitista Steve Guyger e o guitarrista Eddie Taylor Jr., ambos norte-americanos. Os detalhes dos horários das apresentações de cada músico serão divulgados no site FestivalNomade.com.br, onde também podem ser encontradas mais informações sobre o evento.
Para estimular os cinco sentidos
Como toda viagem que se preze, o nômade, além da música, estimula outros sentidos dos participantes. Imagens do francês Gerard Ortigosa formam a exposição "Foto Nomada". Composta por fotografias em preto e branco, a mostra é resultado da peregrinação do fotógrafo, que passou nesses últimos anos pelos cinco continentes do planeta captando momentos inusitados, de povos e culturas diversos.
Sons, cheiros, cores, temperos e sabores podem ser apreciados na Feira Caravanserai. O nome foi inspirado em estabelecimentos do Oriente, da Ásia Central e do Norte da África, que são similares aos armazéns do Brasil. A ação é feita pela Casa África, pela Maharaj e pela Alcici Buffet Árabe, todos da capital mineira, e reúne, além dos alimentos e especiarias, peças artesanais.
Confira as atrações musicais do Nômade
Sábado (15) - A partir das 18 horas
• Arnoud Van Lancker Quartet (Leste Europeu)
• Urubu (Brasil)
• Discotecagem de Paco Pigalle
Domingo (16) - A partir das 16 horas
• Aziz Sahmaoui (Marrocos, Senegal e França)
• Zal Idrissa Sissokho (Senegal)
• Steve Guyger e Eddie Taylor Jr. (EUA)
• Discotecagem de Paco Pigalle