Peça ‘O que o Mordomo Viu’ flagra um grande jogo de erros

Patrícia Cassese - Hoje em Dia
Publicado em 10/10/2014 às 08:09.Atualizado em 18/11/2021 às 04:33.
 (Paula Kossatz /Divulgação)
(Paula Kossatz /Divulgação)

“Quando estamos em cena não paramos quase nada. Só eu tenho 18 entradas. Quando a peça termina, imaginem o nosso estado”, brinca Arlete Salles, referindo-se à montagem “O Que o Mordomo Viu”, que volta a Belo Horizonte (desta sexta a domingo, no Teatro Sesiminas) após uma curta temporada em março último – no caso, com Marisa Orth. Agora, Arlete retoma o papel do qual se afastou para um tratamento médico. Com direção de Miguel Falabella (que divide o palco com Arlete) e codireção de Cininha de Paula, a peça aborda, com humor, as atitudes sociais em relação à sexualidade, desejo e poder, a partir do texto do britânico Joe Orton.

A trama gira em torno do psiquiatra Dr. Arnaldo (Falabella) e sua secretária, Denise Barcca (Alessandra Verney). A peça começa com a secretária sendo examinada pelo doutor, durante uma entrevista de emprego. Como parte da “entrevista”, ele a convence a se despir. Até que entra em cena Mirta (Arlete Salles), esposa de Arnaldo. O médico esconde Denise atrás de uma cortina. A partir daí se desenrola um grande jogo de erros, pois Mirta também esconde algo: a promessa do cargo de secretário a Nico (Magno Bandarz), por quem está sendo chantageada.

“É um texto difícil e ágil”, pondera Arlete, para completar em seguida: “A história prende o espectador. E a comédia é inteligente. Ela diverte e faz o público pensar”. 

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