Penúltimo dia do Rock in Rio oscila entre altos e baixos

Folhapress
Publicado em 22/09/2013 às 13:42.Atualizado em 20/11/2021 às 12:39.

RIO DE JANEIRO  - Na noite de sábado (21), penúltimo dia do Rock in Rio, o palco Mundo, principal do evento, alternou altos e baixos em sua programação. O cantor americano John Mayer, com vários álbuns gravados, alguma técnica de guitarra e um currículo impressionante de namoradas famosas, foi recebido como superstar para seu show, que antecedeu a atração maior da noite, a lenda Bruce Springsteen.

Abriu a apresentação com canções redondinhas. Sem muita ambição artística, mas com vocação para entreter. Seguiu seu show entre o rock e o blues, sem se aprofundar muito em nenhum dos dois gêneros. Mas as fãs enlouquecidas simplesmente adoraram. Mayer é um personagem midiático de respeito.

Antes dele, quem se apresentou foi outro americano, Phillip Phillips, desconhecido para quem não acompanha o programa de calouros da TV "American Idol", no qual ele surgiu. Fez uma mistura sem sal de rock, pop, folk e batidas dançantes.

Um show sem importância, que foi coroado com um cover equivocado de "Thriller", de Michael Jackson.

Phllips ainda teve o azar de tocar depois de uma usina brasileira de hits, o Skank. Em uma hora de show, Samuel Rosa e trupe tocaram 14 músicas.

O repertório privilegiou canções rápidas e animadas, que não deixaram o ritmo acelerado cair em nenhum momento.

Com participação de Emicida e Nando Reis e emendou sucessos como "É Uma Partida de Futebol" e "Resposta".

No meio de "É Proibido Fumar", enquanto o público adicionava ao refrão o tradicional grito de "Maconha!", Samuel disse: "Pois é, fumar maconha não pode, mas mensalão pode fazer de novo, né?"

No palco secundário Sunset, no mais agitado show de ontem, o Gogol Bordello armou uma festa punk cigana, com a companhia do brasileiro Lenine e uma versão de "Pagode Russo", sucesso de Luiz Gonzaga, para encerrar.

A apresentação só não foi melhor por causa do som abafado e baixo. Comandado pelo ucraniano Eugene Hütz, uma espécie de Manu Chao do leste europeu, o Gogol invariavelmente causa um efeito de pula-pula na plateia.

Depois, Lenine voltaria ao mesmo palco para um show solo, versão mais enxuta da turnê do álbum "Chão".

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