Apesar do belíssimo espetáculo musical, algumas pessoas que compareceram ao show de Paul McCartney fizeram reclamações sobre a infreestrutura do evento. Criticaram, dentre outras coisas, a falha no som, que foi interrompido, problemas com "overbooking" e nas filas. A Nó de Rosa, produtora responsável pela apresentação do ex-Beatle em BH, se posicionou sobre o caso em nota no Facebook.
Confira na íntegra:
Sobre filas
"Em qualquer lugar do mundo - seja no Mineirão; no Camp Nou; no Vaticano; no MoMA ou no Empire State Building, em Nova Iorque; na Torre Eiffel, em Paris; ou no túmulo de Lênin, na Praça Vermelha em Moscou - haverá filas.
O que determina o tamanho de uma ou outra ou o tempo para acessar o recinto é a quantidade de pessoas que desejam ver a atração. No Vaticano, por exemplo, você pode levar 7 horas numa fila interminável para chegar à Capela Sistina. Ficar na fila por duas ou três horas em atrações como as citadas acima é absolutamente normal, em dias de grande aglomeração de pessoas.
Sobre a desorganização das filas
Havia seguranças supervisionando as filas nas respectivas entradas. Em lugar nenhum do mundo há seguranças organizando filas do começo ao fim. As reclamações sobre desorganização apontam pessoas que furaram filas. Isso é, também, uma questão de educação. Todas as pessoas que furaram fila, flagradas pelos seguranças, foram obrigadas a sair, como aconteceu na fila da pista Premium. Havia até uma pessoa fora da fila orquestrando e incentivando as outras à desordem, ação que foi prontamente impedida pelos seguranças.
Sobre o som interrompido
Devemos esclarecer que não houve queda de energia, o que aconteceu foi que o nobreak da mesa de som de Paul McCartney queimou, mas esse problema foi imediatamente resolvido com uma rápida troca de aparelho.
Sobre o esgoto que estourou
Sim, a rede de esgoto localizada no setor das cadeiras vermelhas vazou, mas em apenas 5 minutos, desde que o fato aconteceu, foi fechada e em menos de 15 minutos o local foi limpo e higienizado. Infelizmente as pessoas só se lembram de relatar o problema acontecido e jamais destacam as providências tomadas e a solução apresentada. É um procedimento cultural do brasileiro. Temos que entender isso.
Sobre vendas de ingressos acima da capacidade do setor
Isso não aconteceu. A organização do evento, empresa respeitada e experiente, que já organizou diversos eventos de porte em Belo Horizonte e no Brasil (como os shows de Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Guns n’ Roses, Ringo Star, Joe Cocker, o carnaval de BH, entre dezenas de outros), não cometeria tal irresponsabilidade. O que aconteceu é que as pessoas que estavam no setor amarelo desrespeitaram o limite do espaço e "invadiram" o espaço do setor vermelho, ocupando lugares indevidamente.
Sobre filas para banheiros e bares
Todos os bares do Mineirão funcionaram. Para atender ao público de pista, foram colocados bares em toda a extensão do gramado, além de 200 banheiros químicos. É o que permitia o espaço físico do local. Se por um lado houve esse desconforto, por outro permitiu que a pessoa que provavelmente reclamou estivesse lá para ver o show.
Sobre sinalização e informações
O Mineirão foi todo sinalizado por fora, com marcação visível por cor de cada setor. Os postes ao redor tinham bandeiras roxas, amarelas e vermelhas indicando localizações. Havia também totens com 6m de altura, cada, nas extremidades do estádio, placas indicativas na fachada e testeiras gigantes em todas as entradas mostrando lugares. Além disso, a produção treinou e colocou à disposição do público 200 pessoas de apoio (“Posso ajudar?”), uniformizadas com camisetas verdes.
Essas pessoas foram treinadas para orientar o público em questões como localização dos setores e acessibilidade. É óbvio que elas não tinham respostas para todas as questões envolvendo uma produção desse tipo. Por exemplo: foram muitos os casos em que pessoas com deficiência não informaram à produção dessa situação na hora da compra do ingresso e, por isso, tiveram problemas de acessibilidade.
Considerações
Num evento com a participação de 53 mil pessoas, consideramos essas reclamações importantes e trabalharemos naquelas que são de nossa competência resolver, como sempre acontece em qualquer evento que realizamos. Temos profundo respeito por nosso público. Por isso, consideramos também o apoio, os elogios, os agradecimentos emocionados daqueles que realizaram o sonho de ver Paul McCartney em Belo Horizonte. Temos certeza de que atendemos aos anseios da maioria absoluta das pessoas que foram ao show, que cumprimos com nossas obrigações. Recebemos milhares de manifestações de carinho, apoio e agradecimento nesse sentido. A Nó de Rosa está há 10 anos no mercado, tendo realizado mais de 700 eventos de pequeno, médio e grande porte, nacionais e internacionais, e que contaram com a participação de mais de 1 milhão de pessoas".