'Sal da Terra' e 'O Menino e o Mundo' são premiados no Platino

Estadão Conteúdo
Publicado em 20/07/2015 às 15:14.Atualizado em 17/11/2021 às 00:59.
 (Jorge Guerrero/AFP)
(Jorge Guerrero/AFP)
 O Brasil não fez feio na 2ª edição dos Prêmios Platino do Cinema Ibero-americano. Apesar de ter apenas quatro indicações, levou duas estatuetas - melhor documentário para "Sal da Terra", de Wim Wenders e Juliano Salgado, e melhor animação, para "O Menino e o Mundo", de Alê Abreu. A estatueta de atriz, que tinha na brasileira Leandra Leal uma forte concorrente (por seu trabalho em "O Lobo Atrás da Porta"), acabou ficando mesmo com a argentina Érica Rivas, de "Relatos Selvagens". Aliás, este foi uma dos oito troféus atribuídos a "Relatos Selvagens", o grande vencedor da noite. Além dos Platinos de melhor filme e atriz, recebeu os de diretor, roteiro, montagem, direção de arte, som e música original. Sobrou pouco para o resto dos candidatos. O super-favorito espanhol, "La Isla Minima", ficou apenas com fotografia. O melhor ator foi Oscar Jaenada, por "Cantinflas". E o melhor longa de estreante "foi La Distancia mas Larga", da venezuelana Claudia Pinto. 
 
Os prêmios foram entregues num cenário impressionante - o Starlite Marbella, na Cantera de Nagüeles, um grande auditório cavado em meio a uma pedreira, no alto da Sierra Blanca. Quem tem medo de altura, sofreu na estrada. Mas a paisagem, da qual se vislumbrava o Mediterrâneo ao longe, compensava o susto. Havia mais de 2.500 pessoas no auditório, homens em black-tie, mulheres de vestido longo.
 
Várias celebridades do mundo prestigiaram a festa, como a veterana atriz Rita Moreno, porto-riquenha e dona de um Oscar por "Amor, Sublime Amor" ("West Side Story"). Também estiverem presentes o ator Edward G. Olmos e o boxeador panamenho Roberto "Manos de Piedra" Durán.  Mas quem roubou a cena mesmo foi Antonio Banderas, acompanhado de sua nova e deslumbrante esposa, uma modelo holandesa.
 
Banderas, é bom lembrar, é filho da terra, tendo nascido em Málaga. O ator, agraciado com o Platino de honra deste ano, despontou com o cinema com Pedro Almodóvar, mas, como lembrou em sua fala, teve de ir a Hollywood para se tornar um nome e rosto mundialmente conhecido. O discurso teve sentido político e foi muito aplaudido. Banderas repercutiu a ofensa de Donald Trump aos latinos. Trump andou dizendo que, deles, só vinham criminosos aos Estados Unidos, o que gerou reações revoltadas. Banderas lembrou uma coisa óbvia, mas nem sempre presente nas cabeças do povo latino, brasileiros incluídos - "Se não gostarmos de nós mesmos, ninguém o fará por nós".
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