Sarau do Filizzola faz a última edição do ano misturando novatos e veteranos

Lucas Buzzatti
lbuzatti@hojeemdia.com.br
Publicado em 11/07/2017 às 09:16.Atualizado em 15/11/2021 às 09:29.
 (Divulgação)
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Em 2014, quando voltou do Rio de Janeiro (onde morou por 16 anos), o músico mineiro Eduardo Filizzola sentiu a necessidade de se reconectar à cena local. Chamou, então, antigos amigos e nomes da nova geração para um sarau musical em sua casa. Esse primeiro momento, quase familiar, foi sucedido por encontros cada vez mais produtivos e, assim, despretensiosamente, se configurou o Sarau do Filizzola – cuja última edição do ano acontece hoje, n’A Autêntica. 

Na edição de número 35, o Sarau convoca um grande elenco: Flávio Renegado, Tadeu Franco, Affonsinho, Marina Machado, Aline Calixto, Grupo Amaranto, Chico Amaral, Pedro Morais, Tom Nascimento, Ladston do Nascimento, Rafael Dias e Livia Tucci. 

“O pessoal que estará nessa edição é muito especial. Mais que amigos renomados, são vários sócio-fundadores do Sarau”, brinca Filizzola. “Ladston Nascimento e Lívia Tucci, por exemplo, são dois que vão sempre, desde a primeira vez, na minha casa. Outros como o Affonsinho e o Chico Amaral também são apoiadores desde sempre”, destaca.

Filizzola explica que essa não é uma edição de despedida, mas de virada de ciclo. “Quando vimos que o Sarau estava dando certo, começamos a fazer o evento no Vinil Cultura Bar, na Savassi, que nos abriu as portas sem cobrar nada. Mas ainda era uma coisa bem amadora”, relembra. “Até que aprovamos o projeto na lei de incentivo e conseguimos a proeza de fazer 12 eventos, n’A Autêntica, chamando grandes nomes da nossa música. E esse é o último Sarau dentro desse compromisso com o projeto nos moldes da lei”, afirma.
 
Para Filizzola, o evento foi uma forma de se reencontrar em Belo Horizonte e perceber a efervescência musical da cidade. “Foi um retorno incrível. Me surpreendi muito com a quantidade de gente talentosa que acabou se envolvendo”, ressalta. “O principal ganho foi ver as pessoas se encontrando. O pessoal da antiga conhecendo os novos nomes, se misturando de igual para igual, sem destaque”, afirma.

Com 38 anos de carreira, o músico conta que o espaço do Sarau é aberto também para outras linguagens. “São dez minutos para cada um se apresentar. E entre um show e outro, abrimos o microfone para poetas e escritores que quiserem se manifestar”, explica. “No Sarau não tem nenhuma estrela. O legal da coisa é isso, é o todo”, garante.

Serviço: 35º Sarau do Filizzola - Última edição do ano. Hoje, às 19h, n’A Autêntica (rua Alagoas, 1.172, Savassi) Entrada: R$1

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