O "Savassi Festival" acontece em Belo Horizonte entre os dias 10 e 21 desse mês. Mas, depois, vai correr mundo. Na quarta-feira (3), detalhes da 11ª edição da festa musical foram divulgados em uma apresentação para a imprensa: serão 50 shows (boa parte, gratuitos), além de workshops com artistas brasileiros e "de fora".
Outro destaque é a agenda que será cumprida entre os dias 17 e 22 de setembro em Nova York – um intercâmbio que deve ter um novo capítulo em 2014. Já em 2015, o evento alcança a "terra do sol nascente".
O coordenador do "Savassi Festival", Bruno Golgher, explica que, neste ano, o evento trabalha com 40% do orçamento que foi destinado à produção no ano passado, assim como com "parcerias", inclusive internacionais.
Em 2012, 35 mil pessoas puderam contar com 85 shows e 16 workshops, além de outras atividades de agenda. "Mas o fato de o festival ser um pouco menor agora não é preocupante. O que importa é que seja relevante", frisa.
Para todos
Sobre o democrático público que frequenta o evento, o coordenador afirma que quase 70% dos frequentadores do festival são oriundos de outros bairros da capital. Um dos momentos mais esperados do evento acontecerá no dia 19, na chamada "Noite de Gala", no Grande Teatro do Palácio das Artes. No encontro, o pianista Túlio Mourão será homenageado. No mesmo dia, haverá apresentações em seis pontos da cidade.
Ainda no show, o pianista norte-americano Cliff Korman se apresenta junto à Big Band do Palácio das Artes e à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – no dia 21, às 10 horas, as três atrações se apresentam de graça no Parque Municipal. No mesmo dia, o "Jazz na Rua", volta a ocupar três palcos no quarteirão entre as ruas Antônio de Albuquerque e Sergipe – berço do consagrado evento na Savassi.
Para Mourão, Minas é a ‘bola da vez’
Como vê a homenagem, perto dos seus 40 anos de carreira?
Túlio Mourão – Tenho mais ou menos esse tempo de carreira. Entendo de uma maneira coletiva. É um prêmio para esse traço forte da cultura mineira, que é a música instrumental.
Neste recorte de quatro décadas, como viu a evolução do cenário da música instrumental...
Morei 30 anos no Rio, e lembro-me que a música instrumental teve um estímulo com o "Free Jazz Festival". Mas o Rio não deixou estruturas para esta música. Existe pouquíssima renovação. Além disso, as boas casas de shows fecharam.
Minas, na sua opinião, é a bola da vez?
Temos estruturas interessantes. Quanto mais cedo percebermos isso, melhor. E não é bairrismo. É claro, é preciso considerar todas as deficiências que temos. Mas a cena em si é consistente. É preciso um diálogo com o mundo.
Confira a programação completa no site: SavassiFestival.com.br