
Se você está hoje, no Dia dos Namorados, se lamentando por estar solteiro com uma pelúcia que ganhou do (a) ex-companheiro (a) nas mãos, pare. É preciso desapegar. Se o romance não tem volta e esses bichinhos lembram o fim do relacionamento, ao menos faça uma criança feliz, como incentiva a campanha “Amor de Pelúcia”. O objetivo é arrecadar doações. A campanha rodou por Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife – onde foi fundada.
O mote “Transformando Amor em Amor” veio bem a calhar, já que a campanha visa a dar novo significado àquelas lembrancinhas que, um dia, já colocaram um sorriso no rosto de muitos casais. “A ideia é que o sentimento de decepção, provocado pelo fim do relacionamento, vire símbolo de alegria para uma criança”, diz João Marcelo Siqueira, organizador da campanha na capital mineira.
Foi partindo dessa premissa que o idealizador, Gustavo Arruda, criou a campanha, em 2015. “Há males que vêm para o bem. Estava namorando e, quando terminei, decidi dar uma reciclada em minha vida, começando pelo quarto. Dizem que o quarto é o espelho da nossa alma”, afirma. Na “faxina”, Arruda percebeu que as pelúcias guardadas não faziam mais sentido para ele. “Mas serviam para uma criança. Seriam melhor aproveitadas”, frisa.
Em Belo Horizonte, foram arrecadadas cerca de 180 pelúcias durante a campanha, batendo a meta de 40. Os bichinhos foram doados à Casa Lucas – Casa de Acolhimento
No primeiro ano da campanha, reuniu bichinhos o suficiente para doar a quatro instituições de Recife. Neste ano, além de ampliar a ação para outras três cidades, resolveu destinar os 200 itens arrecadados no município pernambucano para uma entidade, com o intuito de proporcionar um maior envolvimento com as crianças. “Ao todo, de oito a dez pessoas se envolveram na campanha em Recife. Foi muito bom poder dar mais atenção às crianças, porque esse envolvimento é mais importante que o próprio presente”, considera.
Ainda dá tempo
A campanha foi finalizada em abril. Em setembro, uma nova deverá ser lançada para que, no Dia das Crianças (12/10), a entrega seja feita aos pequeninos. Porém, enquanto a data não chega, que tal fazer hoje mesmo uma “varredura” pela casa? Muitas lembranças do antigo relacionamento podem ser ressignificadas ao serem repassadas à outra pessoa. “E ainda ‘salva’ muitos bichinhos de serem queimados ou dados para o cachorro, como fiquei sabendo que aconteceu por meio de pessoas que participaram da campanha este ano”, diverte-se Arruda.