Cada vez mais a Record tem investido em novelas, e os bons resultados de audiência têm feito com que a emissora consiga atrair talentos às produções. A trama "O Rico e Lázaro", programada para estrear em março, terá no elenco rostos que ficaram famosos na Globo, como os irmãos Sthefany e Kayky Brito e a atriz Christine Fernandes. O caminho inverso também tem sido comum, e atores veem vantagem.
O fato de as empresas televisivas fazerem contratos por obra é apontado como um dos motivos para essas mudanças. Ou seja: assim que a novela acaba, o ator fica livre para negociar trabalho.
"Havia um monopólio da Globo, mas, aos poucos, a Record está conquistando espaço", diz Fernando Rancoleta, produtor de elenco na Record. E ele crê que a situação tenda a ser corriqueira. "Não existe mais aquela ideia de que quem trabalha em uma emissora não pode trabalhar na outra."
Há um ano na nova casa, o ator Igor Rickli, no ar em "A Terra Prometida" (Record), diz que prefere atuar sem longos contratos. "Eu gosto de fazer teatro e de ter tempo para os meus outros projetos", explica. Ele diz estar feliz com o que tem feito. "Eu acho o texto da novela bom, leve. Ele tem a questão bíblica como tema central, mas mescla essa abordagem com outros assuntos."
Para Emílio Dantas, que fez o caminho inverso, indo para a Globo, é importante ampliar oportunidades. "Transitar entre diferentes ambientes e emissoras é bom para aprender e para crescer como ator. Além disso, as chances de trabalho aumentam."
Hoje sem contrato com nenhuma emissora, Samara Felippo fez novelas na Record e diz que, quando saiu da Globo, passou por um período de incertezas. "Já estava na Globo havia anos. Eu era jovem e ficava pensando no que seria da minha carreira. Foi uma fase fundamental para eu ver que existem outros caminhos".