
Estreia de hoje nos cinemas, “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw” é mais rápido nas trocas de farpas entre os protagonistas, vividos por Dwayne Johnson e Jason Statham, do que propriamente nos carros que eles dirigem.
Marca registrada da franquia, que chega ao nono filme, as corridas de carangos turbinados e as perseguições nos diversos terrenos viraram coadjuvante nesta história que privilegia dois de seus personagens mais divertidos.
Toretto (Vin Diesel), Letty (Michelle Rodriguez), Mia (Jordana Brewster), Roman (Tyrese Gibson) e Tej (Ludacris) não dão as caras neste episódio, que é, na verdade, um spin-off de “Velozes & Furiosos”, derivação da série iniciada em 2001.
E é preciso dizer: os demais não fazem muita falta, já que a história de seus personagens praticamente se exauriu nos primeiros filmes – embora a volta deles já esteja programada para 2020. Hobbs e Shaw vinham roubando a cena há algum tempo.
Eles se mostraram a via natural para os roteiristas explorarem certos aspectos do passado deles até então desconhecidos. Hobbs ganha uma família inteira em Samoa, palco do movimento final, e Shaw nos apresenta Hattie, uma irmã boa de briga.
E, no lugar do romance xarope de Toretto e Letty ou da forte relação de amizade entre os pilotos, o filme vira um acerto de contas com a vida que a dupla teve que abandonar. A entrada de Hattie (Vanessa Kirby) é marcante, devendo se tornar uma nova integrante da turma.
O que não dá para engolir é o gancho escolhido para fazer Hobbs e Shaw juntarem forças. Eles lutam contra uma organização baseada em alta tecnologia que pretende propagar um vírus letal para promover uma “seleção natural” na Terra.
A organização cria um super-homem na pele de Idris Elba, que vê a oportunidade para eliminar um antigo desafeto, Shaw. Apesar de Elba ser um ótimo ator, os momentos com ele são os piores do filme. Tudo para dizer ao final que as pessoas são mais importantes que a tecnologia.
Um P.S. para os apressadinhos: há três pequenas cenas durante os enormes pós-créditos.