Sophia Loren mostra seu baú de memórias aos fãs

Patrícia Cassese - Hoje em Dia
Publicado em 23/11/2014 às 09:59.Atualizado em 18/11/2021 às 05:08.
 (Toru Yamanaka/AFP)
(Toru Yamanaka/AFP)
Ela se enquadra naquele caso de uma mulher que dispensa apresentações, mesmo para os mais jovens, “de outro tempo”. Sophia Loren é uma diva inconteste. A atriz italiana, musa de diretores de respeito, segue impressionantemente bela aos 80 anos recém-completados. E ostentados com digno orgulho, zero constrangimento. Fãs da mulher e da atriz têm, agora, um motivo para acorrer rápido às livrarias: acaba de chegar, às prateleiras de lançamentos, “Ontem, Hoje e Amanhã – A Minha Vida” (Editora Best-Seller, 336 páginas, R$ 45), assinado pela própria. Sim, uma autobiografia. 
 
Não bastassem as memórias, a obra tem a sua cereja do bolo no fato de trazer fotos a mancheias. A Sophia Loren mãe aparece toda prosa com os filhos, Edoardo e Cipi, frutos de seu casamento com Carlo Ponti. Tem também foto ao lado do amigo Marcello Mastroianni, cartas de Cary Grant e Audrey Hepburn, reprodução de foto autografada do amigo RIchard Burton... Impossível não pensar no deleite que tal acervo vai provocar nos cinéfilos. 
 
No caso da escrita, Sophia percorre diversos assuntos com naturalidade. A beleza, claro, é um deles. O envelhecimento também. “Ao envelhecer precisamos, é bem verdade, de um pouco mais de esforço, e tudo se transforma numa questão de disciplina”. A todos que, no decorrer dos anos, a perguntam quais são os seus segredos, ela conta que sempre tentou responder com bom senso. “Cada um deve encontrar o equilíbrio justo entre repouso e movimento, atividade e sono, entre os prazeres da boa mesa e o gosto de uma dieta saudável e equilibrada”.
 
Mas sim, este é um assunto que diz mais respeito às mulheres. A passagem gloriosa da diva pela sétima arte é o que rende as mais interessantes recordações aqui transcritas. Ela narra, por exemplo, que, nas filmagens de “A Lenda dos Desaparecidos”, enfrentou baratas, escorpiões, serpentes, tempestades de areia, o calor, a sede...
 
Há também recordações de bastidores, como quando recebeu a notícia da morte do Marilyn Monroe. “Fiquei muda, pendurada no telefone, sem saber o que dizer. Demorei tanto para falar que Carlo ficou preocupado. Ele sabia muito bem que, por trás da fachada rigorosa e determinada, se escondia uma mulher emotiva”.
 
No geral, Sophia admite que a memória é uma amiga estranha. E assegura: já teve a sensação, curiosa, de por vezes assistir a seu sucesso quase como se fosse o de uma estranha. Se diz cansada, mas mais consciente que nunca. Sorte de seus fãs, que contam, a partir de agora, com a visão da musa sobre sua própria vida.
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