Tango: Filarmônica estreia peça focada na harpa

Cinthya Oliveira - Hoje em Dia
Publicado em 14/05/2013 às 10:39.Atualizado em 21/11/2021 às 03:39.
 (Eugênio Sávio/Divulgação)
(Eugênio Sávio/Divulgação)

Esta noite, mais uma vez a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais vai mostrar ao público que há muitos paradigmas ainda a ser quebrados no universo da música erudita. A harpa, um instrumento tão ligado à produção europeia, será a estrela de uma noite dedicada à criação latino-americana.

A orquestra apresenta a estreia mundial da “Suíte para Harpa e Orquestra”, desenvolvida pelo argentino Daniel Binelli especialmente para a filarmônica mineira. A peça acontecerá sob a batuta do maestro convidado Maximiano Valdés. A solista é a holandesa Giselle Boethers, harpista da orquestra desde julho do ano passado.

Além da nova peça, o repertório desta noite conta ainda com duas peças francesas – “La Mer”, de Debussy, e “Les Offrandes Oubliées”, de Messiaen – e uma chilena – “Tre Aires Chilenos”, de Enrique Soro.

Inusitado

A ideia inusitada de unir a harpa à música argentina partiu do maestro Fábio Mechetti, em 2011, depois de uma apresentação de Daniel Binelli junto à filarmô-nica com seu bandoneón.

O compositor aceitou o convite e estudou bastante a harpa para descobrir como unir o instrumento à linha melódica dos gêneros musicais do sul da América, como o tango, a milonga e o candombe. “Essa é a primeira vez em que a harpa é trabalhada em um concerto de música latino-americana”, afirma o compositor argentino. “Estudei muito o instrumento, mas trabalhei sobretudo com a minha intuição”.

Após três meses de desafio em compor para uma mistura tão nova, Binelli entregou a peça à filarmônica, que teve aproximadamente nove meses para dar vida à criação. “Estou muito feliz com o resultado. Giselle Boethers é uma harpista extraordinária e soube estudar os acentos do tango”.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por