Teuda Bara incorpora a ‘Doida’ na sede do Grupo Galpão

Cinthya Oliveira - Hoje em Dia
Publicado em 22/05/2015 às 08:18.Atualizado em 17/11/2021 às 00:09.
 (Divulgação)
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A vontade de desenvolver um espetáculo baseado em texto de Carlos Drummond de Andrade junto ao filho Admar Fernandes é bem antiga, nasceu nos tempos em que Teuda Bara trabalhava no Cirque du Soleil. Mas somente agora a atriz conseguiu uma pausa na agenda do Grupo Galpão para realizar o trabalho pessoal “Doida”, que terá ensaios abertos neste fim de semana.

“Eu e a Inês (Peixoto, também integrante da companhia) estávamos fazendo a novela ‘Meu Pedacinho de Chão’, e quando voltamos para Belo Horizonte o grupo montou o espetáculo ‘De Tempo Somos’, sem que estivéssemos no elenco. Ficamos com um buraco na agenda e a Inês topou dirigir o espetáculo”, conta Teuda.

Além do texto de Drummond, também chamado “A Doida” – presente no livro “Contos de Aprendiz” –, a dramaturgia do espetáculo contou com outros textos do escritor itabirense e pegadas de outros grandes nomes da literatura nacional, como Hilda Hilst.

A tarefa de transformar em dramaturgia as ideias que povoavam a mente de Teuda há dez anos ficou com João Santos, jornalista e poeta que se aproximou da atriz para a realização de sua biografia – concretizada no livro “Comunista Demais para Ser Chacrete”, previsto para ser lançado em agosto, graças aos recursos angariados via financiamento coletivo. Este foi o primeiro trabalho de dramaturgia de Santos.

“Quando o Admar me mostrou esse texto, achei muito lindo, mas vi que seria difícil levá-lo para o palco, porque é muito literário, não tem diálogos”, explica Teuda. “O João foi atrás do Drummond, da Hilda Hilst, do Artur Bispo do Rosário e até da história das mulheres da minha família”, completa.

Personagem

O complexo trabalho dramatúrgico foi importante para que o público pudesse compreender melhor essa personagem que era motivo de chacota por parte dos meninos do interior. “Faltava responder a algumas perguntas: quem é essa doida? Por que a chamam de doida? Qual é o limite entre loucura e sanidade? Por que as pessoas jogam pedras nela e por que ela tem medo?”, diz Teuda.

O espetáculo foi todo desenvolvido com recursos próprios de Teuda. Por isso, o público é convidado a dar contribuições – recomenda-se um valor mínimo de R$ 50 – para cobrir os custos com cenário, figurinos, contratados etc.

Ensaios abertos de “Doida” na sede do Grupo Galpão (rua Pitangui, 3413, Sagrada Família). Nesta sexta-feira (22) e neste sábado (23), às 21h, e domingo, às 19h. Contribuição a partir de R$50. Informações e reserva: doida.montagem@gmail.com

Além de atuar, Admar Fernandes também é responsável pela trilha sonora que acompanha toda a peça
 

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