'Mulheres reinadeiras'

Tradição: livro apresenta perfil de 13 mestras dos reinados e congados de BH

Da Redação
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Publicado em 16/04/2023 às 10:03.Atualizado em 16/04/2023 às 10:08.
Rainha Belinha (Patrick Arley)
Rainha Belinha (Patrick Arley)

Nos dias 20, 22 e 23 de abril, três eventos de lançamento apresentarão ao público da capital mineira o livro Mulheres Reinadeiras: rainhas, capitãs e cozinheiras do Rosário de Belo Horizonte. Mulheres Reinadeiras traz perfis de treze mestras dos reinados e congados de Belo Horizonte, construídos a partir de entrevistas realizadas por jornalistas, além de imagens das mulheres retratadas pela publicação. Os eventos serão gratuitos.

O livro foi idealizado pela jornalista e escritora Júlia Moysés, pelo produtor cultural Elias Gibran e pela designer Mariana Misk.

Entre as mestras retratadas no livro estão Isabel Casimira, conhecida como Belinha, Rainha Conga de Minas Gerais e Rainha das Guardas de Moçambique e Congo Treze de Maio, no Concórdia; Dona Zelita, já falecida, da Guarda de Caboclinhos do Divino Espírito Santo, fundada em 1907; Maria do Nascimento, Neusa e Zilda Pereira, mulheres que estão à frente da pioneira Guarda Feminina Nossa Senhora do Rosário, do Bairro Aparecida.  

Mulheres nos Congados e Reinados
A presença feminina nos reinados e congados vem crescendo nas últimas décadas, com as mulheres ocupando cargos na hierarquia religiosa e administrativa que até os anos 1970, na maioria dos grupos, eram destinados exclusivamente aos homens. As mulheres sempre carregaram as coroas, mas a elas era vedada a capitania, a fundação de guardas, as decisões de gestão, e até mesmo a participação - para além do trono coroado - nos grupos de moçambique.

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