
Depois de três anos viajando com o show “Concerto para Pixinguinha” por cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a cantora Vânia Bastos e o contrabaixista e arranjador Marcos Paiva poderão ver o seu trabalho ganhar novos horizontes. O projeto acaba de se transformar em álbum – o primeiro do selo Conexão Musical.
“Concerto para Pixinguinha” nasceu em 2013, momento em que o Brasil lembrava dos 40 anos de morte do grande autor de “Carinhoso”. Na época, o produtor Fran Carlo encomendou a Marcos Paiva que desenvolvesse arranjos diferenciados para músicas de Pixinguinha.
Viram que Vânia poderia ser a voz perfeita para as músicas cantadas do repertório. “Fomos fazendo os shows aos poucos e o público foi adorando. Todo mundo tem simpatia por Pixinguinha, que é considerado o mestre dos mestres. Tom Jobim e Vinicius de Moraes eram fãs dele. Afinal, Pixinguinha revolucionou a história do choro ao colocar uma pitadinha de jazz”, diz a cantora, que já havia gravado a composição “Gavião Calçudo” em 1998.
Vibrafone
Nesse trabalho, músicas como “Rosa”, “Isso É que É Viver” e “Lamentos” ganham arranjos com uma formação diferenciada: baixo, bateria, flauta/saxofone e vibrafone.
Em vez de registrar um show, o grupo preferiu gravar ao vivo no estúdio. Ao vivo mesmo, com o registro concomitante de banda e voz. “A rapidez é uma grande vantagem desse processo. A gente vai, toca e já grava. Mas também tem uma gostosura em gravar juntos. O clima é muito gostoso”, diz Vânia.
Além de planejar viagens pelo país com esse trabalho, a cantora também retomou o repertório do disco “Cantando Caetano”, de 1992, com músicas de Caetano Veloso. “Fiz poucos shows na época com esse repertório e agora retomei esse trabalho”.