
A hora do sim também se resume ao momento da escolha da roupa mais importante na vida de uma mulher: o sonhado vestido de noiva. Voluptuosa, romântica, sexy, clássica, moderna... Tão variado quanto o estilo de cada noiva, a quantidade de modelos disponíveis no mercado pode deixar a mais objetiva das nubentes em dúvida quanto ao modelito. O mais importante é levar em conta o estilo e o tipo físico da noiva, além, é claro, do horário e local da cerimônia.
“Atendo noivas em tantas e diferentes situações e, para cada uma, existe um vestido diferente”, destaca a estilista da maison Tete Rezende, Patrícia Rezende, que cria modelos sob medida e também para aluguel.
Diferentemente de outros segmentos em que o leque de tendências se renova no ritmo fast fashion, vestidos de casamento avançam a pequenos passos, afinal qual noiva quer constatar, anos depois, que bancou a fashion victim?
Roupa datada em nada combina com vestido de noiva, símbolo de um momento megaespecial. “Tirando a época em que houve a febre do vestido Lady Di (criado por Elizabeth e David Emmanuel Design), os modelos desenvolvidos na Tete Rezende são atemporais, clássicos com toques modernos”, acrescenta Patrícia, que criou a nova coleção da Tete Rezende resgatando artesanias da renda renascença, do crochê em patchwork e do bordado em ponto cheio, tradição em Esmeraldas.
Releitura e adaptação
Quando se fala em vestido dos sonhos, o que importa, na opinião do renomado estilista Samuel Cirnansck (ele apresenta looks de parar o trânsito na passarela do São Paulo Fashion Week), é fazer valer o desejo da noiva. “Não pode ser um vestido cheio de invenções, há requisitos usuais, senão vira uma loucurinha”, acrescenta Cirnansck.
Com releituras e adaptações ao estilo da noiva, a maioria dos vestidos segue a máxima de realçar o que se tem de mais bonito e esconder aquilo que incomoda.
O destaque às formas do corpo feminino tem seu lugar nas criações de Giulliano Oliva. “Visto uma mulher poderosa, com postura atuante e por que não dizer, exuberante”.
Para a coleção atual, o estilista misturou, em seu ateliê homônimo, patchwork de rendas, aplicação de pedrarias, pérolas, cristais e investiu na modelagem de alfaiataria com a intenção de deixar a noiva como uma rainha.
“Tiramos a leveza do verão e investimos no efeito glamuroso em vestidos mais pesados e elaborados”. Decotes voluptuosos e seios no lugar dão o ar da graça em suas criações. “Trabalho com 12 barbatanas em média, para que a parte superior da roupa delineie a cintura e valorize as formas do corpo”.
Além de realizar os desejos da clientela, a sintonia entre os croquis de Giulliano e o trabalho das modelistas garante a execução de uma modelagem precisa em tamanhos que vão do 44 ao 54. “A opinião das modelistas é de suma importância para desenvolver a coleção. Por isso sempre que desenho os croquis faço questão de pedir a opinião delas”, reitera.
Decote coração e manga longa
Darling em qualquer temporada, o tomara que caia, por hora, ganha formato de coração e a concorrência do decote nas costas, seja ele rendado ou velado por tule e fileira de botões. Outro recurso presente nos vestidos de noiva da temporada é a manga longa. “Faça calor ou frio, a manga longa ou ¾ evidencia o uso da transparência de tule ou renda”, destaca Patrícia Rezende.
A transparência, aliás, permite apimentar os modelitos da Mariée, (linha noiva da Arte Sacra). Inspirados no inverno da marca mãe e na tendência que reina nos red carpets, os vestidos de noiva da Mariée traduzem requinte com renda aplicada sobre tule, que ganha ainda bordados orgânicos (de galhos) em cristais e vidrilhos brancos.
À frente do setor de estilo, a estilista e uma das proprietárias da Arte Sacra, Marcela Malloy, afirma que no prêt-à-porter da Mariée o shape sereia (justo até o joelho) ocupa o pódio, enquanto a modelagem reta é perfeita para noivas que não gostam de revelar as curvas.
Com ares de princesa ou diva, o look noiva sempre bebe na fonte da alta-costura, fato que justifica, por exemplo fendas que sobem pelas pernas ou evidenciam o decote “V” ou em gota dos modelitos da Mariée. Branco puro, off white ou branco sereno, cor apelidada por Giulliano Oliva e que é mais fosco que o branco e não tão sujo como o off white.
Samuel Cirnansck defende o off white e sugere vestidos coloridos (tons pastel, de bege, azul e rosa clarinhos) para mulheres que vão encarar um segundo casamento ou noivas adeptas de cerimônias realizadas em praia ou sítio.
Em comemoração aos 11 anos da maison Danielle Benício, a estilista de mesmo nome idealizou o editorial “Costurando sonhos e alinhavando desejos” e vestiu a modelo Patrycja Korszun com texturas diferenciadas de seda pura, tule italiano, pérolas e patchwork de rendas francesas. Puro luxo!