Viagem ao centro da Terra pelas grutas calcárias de Minas

Paulo Leonardo - Do Hoje em Dia
Publicado em 06/02/2013 às 07:13.Atualizado em 21/11/2021 às 00:45.
 (Eugêncio Paccieli Horta)
(Eugêncio Paccieli Horta)

Verdadeiros caprichos da natureza, as grutas calcárias atraem pessoas de qualquer idade, que vão em busca de formações de milhões de anos. Uma extensa região em Minas – que envolve as cidades de Lagoa Santa, Cordisburgo e Sete Lagoas – possui incontáveis grutas, das quais são exploradas turisticamente apenas três: Rei do Mato, Maquiné e Lapinha.

Muitas dessas grutas serviram de abrigos naturais para nossos paleoíndios (índios do período paleolítico) e apresentaram, em escavações científicas, objetos utilizados na pré-história, com destaque para pontas de flechas e urnas funerárias, além de outros objetos de caprichada cerâmica.

Alguns fósseis importantes também já foram localizados, até mesmo o de um homem primitivo, o chamado Homem de Lagoa Santa. Isso tudo graças às pesquisas do cientista dinamarquês Peter Lund, que andou por estas bandas no século 19.
 
Aula de Geologia
 
Visitar as grutas calcárias mineiras significa lazer e aprendizado, pois os guias falam sobre os processos naturais que levaram ao aparecimento das grutas, suas formações, seus pesquisadores e suas curiosidades.

Vai aprender, por exemplo, que as grutas foram formadas, em sua maioria, por rios subterrâneos. Na Gruta do Maquiné, por exemplo, ainda existe o sumidouro, ou seja, um orifício que pode ter comunicação com o rio que resiste no subsolo da gruta.

Num segundo momento, a água da chuva, penetrando na rocha calcária, que é porosa, carregava um pouco desse material e o depositava no chão da gruta, formando as estalagmites, ou ficando suspenso no teto, gerando as estalactites.

A Lapinha esteve fechada, entre 2010 e 2011, para trabalhos de recuperação. Já foi reaberta à visitação, mas ainda há trabalhos em andamento.

Uma gruta muito interessante para se visitar é a Rei do Mato, em Sete Lagos. Tem formações praticamente únicas no mundo, como o Salão das Raridades, com duas colunas de 30 metros de altura.
 

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