TALENTO MINEIRO

Violeiro Gustavo Guimarães lança quarto disco solo em plataformas digitais

Trabalho reúne 14 canções que falam de amor romântico e das paixões do artista pela cultura popular e a natureza

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 16/04/2026 às 18:55.Atualizado em 16/04/2026 às 19:16.

Quem aprecia o som de uma viola tocada por quem tem total intimidade e respeito pelo instrumento vai gostar de conferir o novo trabalho do mineiro Gustavo Guimarães. Já disponível em plataformas digitais de áudio e batizado “Amor de Violeiro”, o quarto disco solo do artista reúne 14 canções que falam do romântico sentimento, sim, mas sem deixar de lado outras paixões dele, como a cultura popular e a conexão com a natureza.

“Em princípio, seria um álbum com canções românticas, algumas iniciadas há bastante tempo. Mas o universo da viola caipira é muito mais que isso. Então resolvi ampliar esse olhar”,  destaca Guimarães, que está prestes a completar 20 anos de carreira e é também produtor musical. 

Diamantina, terra natal do violeiro, é destaque em composição de mesmo nome no novo trabalho. A cidade do Vale do Jequitinhonha é descrita por ele como o “amor primeiro” do seu coração. Na canção, o músico não apenas volta à infância, mas reafirma seus laços com a região, sempre presente em seus trabalhos.

A pauta ambiental, outra forte presença na obra de Gustavo Guimarães, está representada, por exemplo, pela música “Rio Preto”, que revela o encanto do violeiro com esse curso d’água que integra a bacia do Rio Jequitinhonha. E mais distante, a paisagem do Delta do Parnaíba, no Nordeste brasileiro, inspirou a canção de mesmo nome. Segundo Gustavo, o disco traduz paisagens, costumes, fazeres e religiosidade típicos do sertão mineiro, além de reflexões sobre o meio ambiente.

Atuação no reconhecimento da viola como patrimônio imaterial do Estado 

O disco traz também duas canções que estavam guardadas, feitas com poetas que já se foram, mas que permanecem presentes no coração do violeiro. “Peixim Dourado” é parceria com o músico e escritor Paulim Amorim e fala sobre o medo de que o Rio São Francisco leve para longe o amor do cantador. Já “Onde os sonhos não têm fim” é uma seresta escrita por Terezinha Alves, poeta do Vale do Jequitinhonha e tia de Gustavo.

Há ainda uma parceria com o cantor e compositor José Cândido, integrante do grupo Terra Violeira (PR), na canção “Caminho do Tempo”.

Ex-mestre de folia de reis, Gustavo Guimarães teve papel fundamental no movimento que levou ao reconhecimento da viola como patrimônio imaterial do Estado. Além dos quatro discos solos, ele participa dos dois álbuns gravados com os violeiros Pereira da Viola, Chico Lobo, Wilson Dias, Bilora e Joaci Ornelas, no coletivo Viva Viola.

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