Zurique é um sonho distante para nós, brasileiros. A cidade, a maior da Suíça, é uma das melhores do mundo para se viver. Possui inúmeras galerias de arte – há quem diga que pelo menos uma é inaugurada a cada semana – e é palco para estreias do teatro de vanguarda. Sua saúde financeira contrasta com o lago romântico, o Zürichsee, e seu lado cosmopolita – Zurique é considerada ao lado de Nova York, Paris, Londres, Tóquio e Hong Kong, uma Cidade Global Alpha – fica evidente na vida noturna agitada, que atravessa as madrugadas, e nos restaurantes internacionais.
Sua universidade, a Univer-sität Zürich, e o Instituto Federal de Tecnologia (ETH) estão entre as instituições de ensino superior mais conceituadas do mundo, atraindo milhares de jovens de todos os continentes, desde 1883.
Multicultural
Ao mesmo[/LEAD] tempo, imigrantes asiáticos deram um forte perfil multicultural para a cidade, cujo povo de atitudes contidas e um refinado senso estético tem na organização um contraponto à boemia. No país do chocolate, dos queijos e dos relógios de altíssima precisão, são as instituições financeiras e as entidades internacionais que empregam um em cada quatro moradores de Zurique.
Aqui, a exemplo de Amsterdã, o “Red Light District” – a área de bordéis – também atrai o visitante pela curiosidade, mesmo sem as luzes e o movimento do carrossel erótico da cidade holandesa. Pronto para o passeio?
Uma caminhada obrigatória
Zurique não conquista o visitante apenas pela animação de suas noites, mas também por seu comércio – principalmente o segmento de alto luxo – e pela beleza de sua arquitetura. Caminhar pela cidade é obrigatório para o visitante que quer absorver pelo menos um pouco da cultura local. Seu centro histórico abriga a maioria das lojas de grife e, em algumas horas, dá para percorrer todo seu entorno.
Até o ano 2000, só nos distritos industriais era permitido construir prédios com mais de 40 metros de altura, mas há cinco anos, essa regulamentação tornou-se mais flexível. Uma boa notícia é que os transportes públicos funcionam como um relógio, em Zurique, e quem prefere usar a bicicleta se surpreende com o respeito dado aos ciclistas.
Passeio
O passeio pode começar pela Estação Central (Zürich Hauptbahnhof) e, de frente para o Lounge Indochina (um edifício de 1871), o turista pode percorrer toda a Bahnhofstrasse, a principal avenida da cidade, que vai até o lago.
Para quem gosta de moda, a tentação é grande e há mais joalherias e relojoarias do que na Champs Elisées, em Paris. Cortando a Bahnhofstrasse, na Renweg fica o Hotel Widder (diárias a partir de R$ 3.100), remodelado pela arquiteta Thilla Theus, em 1997.
Mas há opções de hospedagem bem mais em conta.