ENTREVISTA

‘Ainda quero muito atuar no cinema e em novelas’, afirma Theo Radicchi

Aos 12 anos, ator mineiro concilia trabalho na TV com escola, esportes e hobbies

Angel Drumond
angel.lima@hojeemdia.com.br
Publicado em 14/09/2026 às 07:00.Atualizado em 14/09/2026 às 09:18.
Ator mineiro Theo Radicchi, 12 anos, concilia trabalho na TV com escola (Lourival Ribeiro/divulgação)
Ator mineiro Theo Radicchi, 12 anos, concilia trabalho na TV com escola (Lourival Ribeiro/divulgação)

Theo Radicchi já acumula experiências na televisão, no teatro, na publicidade e em diferentes produções audiovisuais. Mineiro de Belo Horizonte, o menino de 12 anos começou a se aproximar das artes ainda pequeno e, desde então, vem construindo uma trajetória que inclui novelas, séries e, recentemente, a apresentação de um programa infantil.

A relação com as câmeras começou antes mesmo dos 5 anos, quando Theo passou a estudar teatro e, posteriormente, interpretação para TV e cinema. Aos 2 anos, durante uma apresentação musical na escola, precisou improvisar depois de um problema no som do teatro. A reação do público diante da situação chamou a atenção dos pais e acabou marcando o início de uma trajetória que ganhou novos capítulos ao longo dos anos.

No SBT, Theo integrou o elenco da novela “A Caverna Encantada”, entre 2024 e 2025, e participou dos spin-offs “Papai Noel Bugou” e “Norma dos Ventos”. Também gravou a série live action “TurmaTube – A Primeira Aventura”, projeto com Viih Tube e Eliezer. Na Globo, estará na segunda temporada da série “Pablo & Luisão”, na qual interpreta Pioneiro Ricardo, com estreia prevista para dezembro deste ano.

Atualmente, Theo também apresenta o “Sábado Animado”, no SBT. Fora dos estúdios, mantém uma rotina que inclui escola, natação, aulas de guitarra, funcional e interpretação. Em entrevista ao jornal Hoje em Dia, o ator mineiro falou sobre o início da carreira, as experiências nas gravações, a rotina profissional, os projetos que realizou e os sonhos que pretende alcançar no futuro.

Theo, você começou a trabalhar com apenas 5 anos. Você se lembra de quando descobriu que gostava de atuar? O que achava mais divertido naquela época?

Na verdade, eu descobri que gostava de interagir com as pessoas (risos). Foi quando, aos 2 anos, fui apresentar o musical da escola e deu problema no som do teatro. As cortinas já estavam abertas, o público me encarando.

Eu dancei todo o musical sem a música, meus coleguinhas me olhando sem entender nada, mas, quanto mais o público batia palmas, mais eu dançava (risos). Depois, o som foi arrumado e eu apresentei novamente com a música. Acho que foi ali o começo de tudo.

Meus pais entenderam isso e me colocaram para estudar. Aos 5 anos, fui agenciado por uma agência de atores, entrei para o curso de teatro, depois para TV e cinema, e o restante vocês já sabem (risos).

Você já fez novela, publicidade, série e agora também apresenta o “Sábado Animado”. O que você mais gosta: interpretar um personagem ou ser você mesmo diante das câmeras?

A apresentação de um programa foi algo que caiu no meu colo. Eu nunca havia pensado nessa possibilidade até então... É muito diferente da atuação. Ali, você lida o tempo inteiro com improvisos, interage diretamente com as crianças, corre, pula, brinca — eu brinco mesmo — e, de imediato, já preciso recuperar o fôlego para falar (risos).

É bem divertido e diferente de tudo que já havia feito. Então, não tem como eu escolher. Amo atuar. É emocionante ser outra pessoa, com histórias diferentes da minha, e também adoro ser eu, levando alegria para a criançada.

Como é a sua vida fora dos estúdios? Aos 12 anos, você consegue conciliar as gravações com a escola, os amigos, as brincadeiras e as coisas que todo garoto gosta de fazer?

Tenho uma rotina normal, mas com muita disciplina e tudo cronometrado. Estudo de manhã. Nos dias em que gravo, o SBT me pega direto na escola e saio da emissora já à noite. Nos dias em que não gravo, faço natação, que é meu esporte favorito, academia com aulas de funcional, aulas de guitarra e aulas de interpretação. Isso tudo é distribuído ao longo da semana.

Intercalo com estudos, deveres de casa, etc. Tenho sempre que ter boas notas e boa frequência na escola, porque senão perco o alvará judicial para trabalho. No meu tempo livre, gosto muito de estudar sobre o espaço, desenhar, montar meus Legos, andar de bike e ler.

Você passou por “A Caverna Encantada” e seus dois spin-offs. Tem alguma lembrança engraçada ou algum momento das gravações que guarda com carinho?

O que guardo com muito carinho foi o aprendizado e o privilégio de ter contracenado com Roseli Campos, Luiza Tomé, entre outros grandes nomes. Tenho algumas cenas em especial também. Fiz uma cena da guerra de bolos, em que pudemos extravasar e comer o bolo (risos).

Teve uma em que eu era o monstro do lago, que foi muito legal. Era um figurino muito quente e o dia estava uns 37°C, mas foi na água, então foi muito legal de fazer. Contracenei também com o Léo Dias. Eu estava disfarçado de bigode e invadia o camarim dele. Foi muito louco.

Uma cena que me marcou muito foi a que tive que chorar. Para mim, foi um desafio, porque meu personagem era 99% cômico. Então, tive que me concentrar bastante e o choro veio real. Fui elogiado pela direção e fiquei muito feliz.

Você gravou “Pablo & Luisão”, da Globo. Como foi receber a notícia de que faria parte da série? Você ficou nervoso ou já estava acostumado com a ideia de entrar em uma produção nova?

Eu fiquei muito feliz. As gravações já acabaram, mas a estreia será em dezembro deste ano. Nunca havia feito nada na Globo. No ano passado, cheguei a ser escalado para ser o Hassum na infância, no seu filme, mas, por conta das gravações com a Viih Tube, as datas batiam.

Eu não esperava essa notícia de “Pablo & Luisão”, porque no teste tinha muita gente boa. Nervoso não fiquei, mas senti a responsabilidade de entregar um excelente trabalho. É a história da vida do Paulo Vieira com sua família. Ser escolhido para representar o seu melhor amigo desde a infância foi gratificante.

No final, fiz um trabalho bem legal. O Paulo gostou muito, assim como a direção. Espero que o público também goste.

Você também trabalhou com a Viih Tube em “TurmaTube – A Primeira Aventura”. Como foi dividir uma produção com alguém que já é tão conhecida pelas crianças e pelas famílias?

A Viih Tube e o Eliezer são ótimos! Muito atenciosos e carinhosos com a gente. Ganhamos até uma festa do pijama surpresa, organizada por eles durante as gravações. A Viih também mandou fazer um roupão para todos do elenco, com o nome do personagem atrás, porque gravamos em um local muito frio, na zona rural, em pleno inverno.

Tive uma cena em que caía em um lago real de lama. Estava uns 12°C no dia, e o lago estava muuuito gelado. Eu tive que cair três vezes. Ela ficou toda preocupada, mandou eu ir correndo tomar banho. Mas gostei bastante de fazer!

Você já fez muita coisa aos 12 anos. Mas, quando não está trabalhando, o que o Theo gosta de fazer?E o que você sonha viver ou fazer quando crescer?

Eu gosto muito de ficar inventando coisas. Minha mãe me chama de Geppetto (risos), porque tenho uma caneta 3D. Então, faço bonecos, chaveiros, peças de brinquedos... Adoro também jogar videogame, assistir ao canal Manual do Mundo, que fala sobre ciências, descobertas.

Gosto muito de desenhar, brincar de Lego, tocar minha guitarra e ler. Eu quero concluir meus estudos e fazer minha faculdade. Gosto de tudo relacionado à ciência. Ser um pesquisador é algo que me interessa bastante. E, relacionado à arte, ainda quero muito atuar no cinema e em uma novela global.

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