
O América apresentou à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) um Plano Coletivo de Pagamento para organizar o parcelamento de débitos com atletas, clubes e intermediários. A medida faz parte do processo de reestruturação financeira do clube e ocorre após a aplicação de restrições relacionadas às regras de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Segundo o América, a medida aplicada ao clube não configura um transfer ban. O bloqueio não impede a realização de contratações, mas estabelece que novos registros dependam de autorização prévia da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).
Para cada contratação, o clube terá de apresentar a operação à Agência, que fará a análise e emitirá um parecer técnico. Entre os critérios está a exigência de que os valores destinados a taxas de transferência e comissões de intermediação sejam iguais ou inferiores ao total líquido arrecadado pelo América com a negociação de jogadores no mesmo período.
Também existe uma limitação para os gastos mensais com atletas, treinador e integrantes da comissão técnica do futebol profissional masculino. O valor não poderá superar a média registrada nos seis meses anteriores à ocorrência do chamado Evento de Insolvência, sem possibilidade de aumento durante a vigência da medida.
O plano apresentado à CNRD é uma das ações adotadas pelo América para organizar os débitos. A proposta está sob análise do órgão, e o clube aguarda a homologação.
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