América avalia gramado sintético no Independência, mas esbarra em custo de implantação
Dirigente Marcus Salum afirma que mudança é tendência de mercado, mas carece de viabilidade financeira e aumento de arrecadação

A possibilidade de instalação de gramado sintético no Independência foi tratada como hipótese sem viabilidade financeira imediata pelo coordenador do grupo de gestão do América, Marcus Salum, durante coletiva nesta quinta-feira (12). Segundo ele, embora a adoção do piso esteja associada à ampliação da realização de shows nas arenas brasileiras, o clube não dispõe, no momento, dos recursos necessários para executar a mudança.
Salum afirmou que a substituição do gramado natural exigiria investimento significativo e questionou a origem dos recursos para viabilizar a obra. “O Independência com gramado sintético é uma ilação. Vamos fazer um gramado sintético no Independência para ter show? Todo mundo faz isso para ter show. Mas onde está o dinheiro, quem vai investir, como vai ser feito? Falar é fácil. Eu acho que é uma boa prática para ter show e renda. O futebol vive de renda, mas estamos longe de fazer isso”, declarou.
A adoção do sistema sintético tem sido utilizada por clubes como alternativa para ampliar receitas com eventos. O Atlético investiu cerca de R$ 13 milhões na implantação do novo gramado da Arena MRV. As obras começaram em dezembro de 2024, e a estreia no piso sintético ocorreu em maio de 2025.
Ao abordar a realidade financeira do América, Salum também mencionou os custos fixos para realização de partidas no Independência. De acordo com ele, cada jogo no estádio representa despesa mínima de R$ 50 mil para o clube.
O dirigente afirmou que um eventual investimento de grande porte precisaria estar vinculado a aumento consistente de arrecadação. “Porque o América paga R$ 50 mil, no mínimo, por jogo. Se eu tivesse R$ 10 milhões de receita ano de torcida, o América estava sobrando. Mas não dá para reclamar disso. Na verdade, quero é agradecer quem vai”, disse.
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