equipamento vetado

Atleta ucraniano confirma que competirá com capacete proibido pelo COI

Comitê autorizou apenas o uso de braçadeira preta com base no artigo 50 da Carta Olímpica

Do HOJE EM DIA
esportes@hojeemdia.com.br
Publicado em 11/02/2026 às 20:17.Atualizado em 11/02/2026 às 20:19.
Vladyslav Heraskevych usa fotos de vítimas da invasão russa a Ucrânia (Reprodução: Instagram)
Vladyslav Heraskevych usa fotos de vítimas da invasão russa a Ucrânia (Reprodução: Instagram)

O atleta de skeleton Vladyslav Heraskevych, porta-bandeira da Ucrânia nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, confirmou nesta terça-feira (10) que competirá com o capacete que exibe fotos de atletas ucranianos mortos na guerra com a Rússia, mesmo após proibição do Comitê Olímpico Internacional (COI).

A decisão ocorre depois de o COI vetar o uso do equipamento durante treino realizado na segunda-feira (9), em Cortina, quando o atleta utilizou um capacete cinza com as imagens. A entidade alegou que os competidores devem manter uniformidade durante as provas. Após reunião informal com integrantes da equipe de Heraskevych, o comitê autorizou que ele utilizasse uma braçadeira preta como forma de homenagem.

Em coletiva de imprensa, o ucraniano afirmou que manterá o uso do capacete e declarou que a iniciativa não se trata de manifestação política, mas de tributo a colegas que morreram e não tiveram a oportunidade de disputar os Jogos Olímpicos. Ele também questionou a aplicação da regra. “Já houve uma bandeira russa no capacete de um dos atletas. Eles não receberam nenhuma sanção, nenhuma penalização. Portanto, se o enfoque é uniforme para mim, tem de ser também para eles”, afirmou.

O capacete traz imagens da halterofilista Alina Perehudova, do boxeador Pavlo Ischenko, do jogador de hóquei Oleksiy Loginov, do ator e atleta Ivan Kononenko, do mergulhador e técnico Mykyta Kozubenko, do atirador Oleksiy Habarov e da dançarina Daria Kurdel.

Em entrevista diária, o porta-voz do COI, Mark Adams, declarou que o item contraria o artigo 50 da Carta Olímpica, que busca evitar interferências políticas ou religiosas nas competições. Ele informou que a reunião realizada na segunda-feira resultou na autorização para o uso da braçadeira preta durante a prova e ressaltou que atletas seguem livres para se manifestar em entrevistas, na zona mista e nas redes sociais.

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