André luta contra a forte concorrência por vaga no ataque

Gláucio Castro - Hoje em Dia
Publicado em 24/04/2014 às 08:51.Atualizado em 18/11/2021 às 02:16.
 (Bruno Cantini)
(Bruno Cantini)

Quando ele deixou o Atlético, em 2013, emprestado ao Vasco, muitos torcedores não sentiram falta. No início desta temporada, o atacante André voltou à Cidade do Galo para tentar reescrever sua história com a camisa alvinegra. Mas, a cada dia, o ex-menino da Vila vai perdendo espaço. Em alguns jogos, André sequer é aproveitado no segundo tempo.

“Ele vai ter a oportunidade no momento certo. Pelas características dos últimos jogos, optamos pelas entradas do Neto Berola e do Guilherme, até pela velocidade que a gente precisava. O Guilherme está num momento muito bom e temos que saber aproveitar isso. Mas o André também terá a chance dele”, garante o técnico Paulo Autuori, com quem o jogador já tinha trabalhado na equipe carioca.

Em 2014, o ex-santista esteve em campo em seis partidas e marcou dois gols. As maiores oportunidades vieram durante o Campeonato Mineiro, quando os titulares ficaram praticamente por conta da Copa Libertadores e os reservas calçaram as chuteiras. Mesmo assim, André não soube aproveitar as chances que teve e acabou perdendo espaço para jovens da base.

Por causa da improdutividade do centroavante, Guilherme passou a ser a primeira opção de Autuori no banco de reservas. Enquanto André caía, Guilherme subia. Em alguns jogos, foi para o vestiário debaixo de vaias, vendo Guilherme ser aplaudido.

“É claro que todo jogador quer estar em campo, jogando. Comigo não é diferente, mas quem decide é o treinador. Eu tenho que continuar trabalhando e mostrar o meu valor durante os treinamentos. Não me importo de estar na reserva. Sei que meu momento vai chegar”, prevê André.

Oportunidade

Caso Autuori resolva novamente poupar alguns jogadores após a partida de quarta-feira (23) contra o Nacional, de Medellín, pela Libertadores, no clássico de domingo contra o Grêmio, em Porto Alegre, André pode ter mais uma chance de mostrar qualidade ao treinador e à torcida. A delegação retorna hoje ao Brasil, mas segue direto para a capital gaúcha para a partida da segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Para evitar o desgaste do grupo, a comissão técnica preferiu seguir direto para o Sul do país.

“São as dificuldades de quem está jogando a Libertadores. Não é só colocar as equipes dentro de campo. Tem esta dificuldade de deslocamento, mas nossa equipe de apoio sempre trabalha muito bem e eles optaram pelo que é melhor para a gente e que minimize o desgaste dos jogadores”, explica o técnico Paulo Autuori.

Sorte do treinador que a Conmebol adiou em um dia a data do jogo de volta contra o Nacional de Medellín. A partida, que estava marcada para o dia 30, passou para o dia primeiro de maio, no Independência. Com isso, Autuori terá 24 horas a mais para recuperar o grupo.

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