
A conquista da Taça Libertadores no ano passado teve trajetória emocionante e várias quebras de tabu para o Atlético. Uma delas poderá servir de inspiração nesta quinta-feira (4), contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil.
Os times paulistas foram sempre uma pedra no sapato do Galo nas fases de mata-mata em torneios oficiais. No ano passado, o São Paulo foi a vítima escolhida para enterrar essa história. Agora, o Verdão pode ajudar o clube mineiro a espantar de vez o fantasma paulista na Copa do Brasil.
Se o Atlético nunca obteve sucesso na segunda principal competição do país, uma parcela de culpa merece ser depositada na conta dos quatro grandes clubes de São Paulo. Além do Tricolor, Santos Corinthians e o próprio Palmeiras eliminaram o Galo uma vez cada na Copa do Brasil. O primeiro carrasco foi justamente o time alviverde, em 1996.
Na Libertadores, quando o São Paulo se classificou como pior segundo colocado da primeira fase, a torcida do Atlético já temia por um tropeço nas oitavas de final. Mas Ronaldinho deu o recado – “quando está valendo, está valendo” –, e o time do Morumbi foi goleado no Horto, abrindo caminho para a conquista.
Desta vez, contra o Palmeiras, a confiança é maior, já que o Galo pode se classificar com um empate, por ter vencido no duelo de ida. Além do mais, o estádio Independência estará lotado – os ingressos se esgotaram.
“Fazemos com que o adversário venha jogar com o mesmo “medinho” de antigamente no Independência. A nossa força continua em casa. Tivemos alguns tropeços, é verdade, mas vamos chamar a torcida para perto”, garante o zagueiro Leonardo Silva.
Na última vez que encarou um paulista na Copa do Brasil, o Galo venceu o Santos no Mineirão com o embalo da Massa, que lotou o Gigante da Pampulha e criou o “Inferno Alvinegro”. Com três gols de Tardelli, a classificação só não veio por conta de falhas defensivas.
Vetados
O lateral Marcos Rocha e o atacante Guilherme começaram os primeiros trabalhos com bola depois de se recuperarem de lesão muscular. Porém, mesmo curados das contusões, ainda é cedo para os dois jogarem. Dono da ala direita, Rocha deve voltar ao time titular no domingo, contra o Botafogo.
Carlos quer aproveitar a oportunidade
Não será estranho para Carlos atuar no Independência lotado. Porém, a chance do jogador, nesta quinta-feira (4), será única. Caso seja mesmo titular por conta dos desfalques, o garoto iniciará uma partida com peso de decisão.
Mesmo vendo Jô como um modelo, o atleta jogará mais pelo lado do campo. “Gosto mais de jogar como centroavante, mas onde ele (Levir) me colocar eu vou procurar render”, afirmou.
Preparado e com a confiança de ter sido artilheiro da Taça BH, o jovem atleta de 19 anos comemora a aposta do treinador. “Se ele confia em mim, é porque ele vê potencial, ele acompanha meu trabalho”.
Com Maicosuel e Marion machucados e Tardelli com a Seleção, Levir tinha duas alternativas: usar Carlos em uma das pontas ou mudar a formação tática, com a entrada de um terceiro volante ou um segundo centroavante. Mas, ao que tudo indica, a jovem “prata da casa” deve receber a melhor chance até o momento no profissional do Galo.
Zaga mantida
Em um time desfigurado por desfalques, só a zaga será mantida em relação ao jogo contra o Coritiba, no Brasileirão. E não tomar gols é o caminho para o Galo carimbar a passagem.
“Ali atrás não muda nada, mas dependemos de todos para termos êxito atrás. A marcação começando lá na frente”, ressaltou Leonardo Silva.