Após fazer Levir abrir mão do esquema de um volante só, Rafael Carioca sonha em ficar no Atlético

Frederico Ribeiro - Hoje em Dia
Publicado em 20/01/2015 às 07:26.Atualizado em 18/11/2021 às 05:43.
 (Luiz Costa)
(Luiz Costa)
Havia muito tempo a torcida alvinegra sentia falta do famoso “segundo volante”. Com Pierre e Donizete, a Massa sonhava com um jogador que melhorasse a saída de bola no meio de campo. Até que o diretor de futebol Eduardo Maluf lembrou de um nome antigo de sua lista: Rafael Carioca, revelação gremista que saiu do Brasil aos 20 anos para defender o Spartak. 
 
Contudo, uma grave lesão na coxa esquerda deixou o jogador “de molho” por dois meses. Mas a temporada era de títulos, e houve tempo para o camisa 18 voltar e jogar as finais da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. A adrenalina foi tanta que deixou o volante acordado a madrugada inteira após a conquista.
 
“Fiquei até 7h da manhã. Comemorei com o elenco, e, depois, foi a vez de encontrar os familiares e amigos. Você acaba revendo os lances da partida para entender bem a grandeza do que você ajudou a fazer”, lembra Rafael, em entrevista ao Hoje em Dia
 
Durante o período de recuperação, o técnico Levir Culpi obteve bons resultados escalando apenas um volante. Mas com o jogador à disposição, o esquema volta a ser o do 4-2-3-1. 
 
Nesta segunda-feira (19), por exemplo, Rafael foi titular no primeiro coletivo do Galo em 2015, ano que ele quer aproveitar ainda melhor, utilizando a pré-temporada para ficar longe das lesões. 
 
Tudo isso para que o contrato de empréstimo vire um vínculo definitivo. “Acho que há uma cláusula para o Atlético comprar parte dos meus direitos. Tenho contrato com o Spartak até 2017, mas estou bem aqui. A torcida do Galo é diferente. A cidade é muito boa para a família. Enfim, gostaria de ficar”.
 
Entrevista Rafael Carioca
 
Como foi a sua contratação pelo Atlético?
 
O interesse era antigo, começou em 2010. Quando o Dorival Júnior treinava o Galo, surgiu essa vontade de me trazer. Mas não fechamos acordo, e eu acabei indo para o Vasco. Então, no ano passado, o Spartak (Rússia) foi procurado novamente pelo Galo e aí conseguimos negociar.
 
Por que você preferiu a proposta do Galo?
 
Por conta da estrutura, nível de futebol europeu mesmo. E o time estava bem, disputando títulos, jogando um futebol empolgante. Achei que seria o certo para a minha carreira.
 
Como reagiu à lesão logo quando virou titular? 
 
Foi um grande susto. Lesões são normais, mas nunca esperamos uma contusão durante meses. Mas a todo o momento fui tranquilizado pelo Departamento Médico. Sabia que conseguiria voltar a tempo de jogar a final da Copa do Brasil.
 
Foi a grande conquista da sua carreira?
 
Com certeza. Vão se passar anos e anos, e o torcedor sempre vai lembrar que vencemos o rival na final. Foi um título marcante, que vai acompanhar a carreira de todos nós. 
 
O Levir havia adotado um esquema com um volante. Você achou que não teria mais lugar no time?
 
Sempre acreditei que jogaria. Sabia que voltaria para alguns jogos. Me dediquei nos treinos e tive a oportunidade.
 
Como é a sua relação com o treinador?
 
É boa. Ele conversa bastante, entende as nossas necessidades. É 100% transparente. Chama a atenção quando precisa e dá muita confiança para quem joga, inclusive os garotos.
 
Como você vê as saídas de Tardelli e Réver?
 
São coisas do futebol. São jogadores que estão na história do Galo. Ganharam o título mais importante. Decidiram seguir outros passos. Vão fazer falta, é verdade, mas não podemos lamentar. O Atlético tem como seguir forte.
Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por