
O Campeonato Brasileiro respira e quem comemora são os preparados físicos das equipes fora da Copa do Brasil. No caso do Atlético, que disputa o título com o Corinthians, é Rodolfo Mehl que poderá administrar melhor os desgastes dos atletas, com mais períodos disponíveis ao treinamento e, principalmente descanso. Agora, a média de dias entre um jogo e outro da competição aumenta de 3,8 para 6,09 (quase uma semana).
Segundo o chefe da preparação física dos atletas alvinegros, um dia de descanso vale muito mais que um treino mal feito. Diante de um elenco "regrado", Mehl espera ver o Galo voando nos últimos 11 jogos do Brasileirão, após escapar praticamente ileso das lesões musculares na maratona que se acabou. Nas últimas rodadas, apenas o lateral-esquerdo Mansur se lesionou por um longo período, justamente na estreia contra o Atlético-PR, em 2 de setembro.
"Conseguimos controlar bem os desgastes dos atletas, não perdemos quase nenhum jogador para o Departamento Médico na maratona de jogos. Agora, é focar no descanso e em mais treinamentos voltados para a parte tática e técnica. Não há necessidade de nenhum trabalho físico mais intenso", afirmou Mehl, ao Hoje em Dia, que curte, junto ao grupo alvinegro, dois dias de descanso.
Dentre os jogadores do Atlético, alguns costumam sair mais cedo dos treinamentos para evitarem lesões. Os argentinos Dátolo e Lucas Pratto, por exemplo, vira e mexe são poupados do rachão, aquele treinamento descontraído em vésperas de jogo. O camisa 10 ficou fora, por exemplo, da atividade de sexta, dois dias antes de comer a bola contra o Flamengo.
"Sempre observamos aqueles jogadores que estão mais propícios a se lesionarem e procuramos resguardá-los. Sobre o Lucas Pratto, você observa que ele sai exalrido dos jogos, mas é o estilo dele, é um jogador que costuma se entregar até o limite nas partidas, mas nada temeroso", completou Mehl.
PONTO FORA DA CURVA
Muitos torcedores do Atlético culparam as pernas cansadas para justificarem a derrota de 4 a 0 para o Santos na última semana. Rodolgo Mehl, entretanto, descarta que houve um cansaço geral naquela goelada e credita o tropeço à qualidade da equipe paulista.
"A gente se programou bem para enfrentar a maratona. Falaram muito da derrota para o Santos, que os jogadores estavam cansados. Mas eles correram igual ou até mais naquele jogo do que em partidas do primeiro turno".