Atlético bate o Santa Fe, fora de casa, e renasce na Copa Libertadores

Wallace Graciano - Hoje em Dia
Publicado em 19/03/2015 às 00:07.Atualizado em 18/11/2021 às 06:24.
 (Eitan Abramovich)
(Eitan Abramovich)
O Atlético está muito vivo na Copa Libertadores. Nesta quarta-feira (18), os comandados de Levir Culpi mostraram um futebol bem diferente dos dois primeiros jogos no torneio continental e bateram a boa equipe do Santa Fe, no estádio El Campín, em Bogotá, na Colômbia. 
 
Lucas Pratto foi o herói alvinegro ao anotar o único tento de uma partida na qual o Galo soube conter seus ânimos para fazer frente ao adversário, que era apontado como uma das melhores equipes do torneio, até o momento.
 
Com a vitória magra, porém expressiva, o Atlético chegou aos três pontos e agora divide a terceira colocação com o Atlas. O curioso é que as duas equipes possuem o mesmo número de gols anotados e o saldo equivalente. 
 
A derrota fez com que o Santa Fe perdesse a ponta da chave para o Colo-Colo. Os dois clubes somam seis pontos e dois gols de saldo, porém os chilenos balançaram a rede mais vezes. 
 
Atlético e Santa Fe voltarão a se enfrentar no dia 9 de abril, pela quarta rodada do Grupo 1 do torneio. O duelo será disputado no Independência e terá início às 21h45.
 
Agora, o Atlético voltará suas atenções para o Campeonato Mineiro. No próximo domingo (22), o Galo receberá o Tombense no Gigante do Horto. O duelo terá pontapé inicial às 16 horas. 
 
JOGO DE XADREZ
 
Nos dois primeiros jogos da edição deste ano da Copa Libertadores, o Atlético foi penalizado pela falta de controle de seus ânimos. Contra o Colo-Colo, começou melhor, mas não soube se recuperar em campo após uma falha de Victor. Diante do Atlas, a afobação ao concluir as jogadas custou caro ao Galo, que tomou um gol de contra-golpe, já no fim da partida.
 
E na noite desta quarta-feira, mais uma vez um duelo do clube alvinegro teve como tônica principal o controle emotivo. Afinal, o Atlético pisou no gramado com a obrigação da vitória, justamente quando teria pela frente o líder da chave, que jogava em seus domínios. Porém, ao contrário de outrora, o Atlético soube se portar em campo. 
 
Durante o verdadeiro jogo de xadrez que se desenhava no El Campín, o Galo conteve bem seus ânimos. Não foi um primor de técnica, mas soube balancear suas ações. Não à toa, dominou o primeiro tempo. Bem distribuído em campo, dominou o adversário de tal maneira que parecia que o Santa Fe era quem jogava fora de casa, na base do contra-golpe. Na parte defensiva, não deu muitos espaços. Assim, Victor não foi ameaçado.
 
Porém, mesmo com as rédeas da partida em mãos, o time alvinegro não conseguiu agitar o barbante. Um dos motivos pelo placar zerado ao fim da primeira etapa foi o excesso de bolas erguidas na área colombiana. Outro, foi a falta de capricho no momento final. Ainda assim, o Galo deixou uma boa sensação ao descer para os vestiários. 
 
PRATTO CHEIO
 
As orelhas dos jogadores do Santa Fe devem ter esquentado no vestiário. Ao contrário do inexpressivo primeiro tempo, o time colombiano voltou para a etapa complementar querendo justificar o porquê era o líder do Grupo 1. Para a sorte do Atlético, Victor estava lá como última esperança.
 
Nos dez primeiros minutos, os colombianos pressionaram o Galo contra seu próprio campo através de ofensivas em velocidade e cruzamentos em curva que pegavam o ataque de frente. Essas investidas resultaram em três boas chances de gol. Em todas, porém, o “santo alvinegro” estava a postos. 
 
Porém, desta vez, o Atlético soube entender que pressão é algo natural ao jogo. E só foi preciso recuperar o fôlego para fazer. Aos 13 minutos, em um bom contra-golpe, Carlos chutou da entrada da área, mas a bola foi desviada. Escanteio, que Cárdenas cobrou com capricho no miolo da área. Lá estava Lucas Pratto, que venceu a zaga colombiana na força física e cabeceou firme para o gol.  1 a 0
 
Como era de se esperar, o Santa Fe se abriu após o gol de Pratto. Assim, o jogo ficou dinâmico e mais emocionante, uma vez que o Galo tinha mais espaços para explorar. Porém, como Lucas Pratto foi substituído logo depois, os contra-golpes passaram a não surtir efeito. Faltou alguém com experiência para saber concluir as jogadas no momento certo ou segurar a bolano ataque. Nada a se lamentar, pois lá atrás o Atlético conseguiu conter as ofensivas do rival. 
 
No final das contas, o time alvinegro mostrou que é “cascudo” e está vivo na Libertadores. A situação ainda é complicada, já que o Galo divide a terceira colocação com o Atlas. Porém, pela boa atuação de hoje, o Galo mostrou aos seus torcedores que gá motivos para se acreditar. 
 
O DESTAQUE
Jemerson. Nos minutos finais, o time colombiano tentou pressionar o Atlético, mas o jovem zagueiro alvinegro mostrou uma tranquilidade absurda. 
 
O QUE LEMBRAR
Do equilíbrio emocional do Atlético. Soube se portar ao longo dos 90 minutos, mesmo quando foi pressionado em seu campo. Tivesse mais capricho na finalização, poderia ter saído com um bom placar do El Campín. 
 
O QUE ESQUECER
Das finalizações ruins. O Galo teve a chance de sair com um bom resultado. Mas pecou demais na conclusão. 
 
FICHA TÉCNICA:
SANTA FE 0 X 1 ATLÉTICO
 
SANTA FE: Robinson Zapata, Yulián Anchico (Rivera), Yerry Mina, Francisco Meza, Dairon Mosquera; Daniel Torres, Juan Daniel Roa, Luis Carlos Arias, Omar Pérez; Luis Quiñones (Luiz Páez) e Wilson Morelo. TÉCNICO: Gustavo Costas
 
ATLÉTICO: Victor, Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson, Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Luan (Maicosuel), Cárdenas (Dodô) e Carlos; Lucas Pratto (Danilo Pires). TÉCNICO: Levir Culpi
 
GOL: Lucas Pratto (aos 13' do 2º tempo)
DATA: 18 de março de 2015
MOTIVO: Jogo válido pela terceira rodada do Grupo 1 da Copa Libertadores
ESTÁDIO: El Campín
CIDADE: Bogotá (Colômbia)
ARBITRAGEM: Nestor Pitana (ARG)
AUXILIARES: Juan P. Belatti (ARG) e Gustavo Rossi (ARG)
CARTÕES AMARELOS:  Mosquera (Atlético); Leandro Donizete (Atlético)
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