
O maior segredo do sucesso de público do Atlético atuando no Mineirão está na política de preços de ingressos do clube, que atua no Gigante da Pampulha com entradas bem abaixo do em relação ao praticado, por exemplo, pelos três times que levaram mais gente que ele ao estádio neste Brasileirão.
O ticket médio do Galo, na Pampulha, é de R$ 33. O palmeirense desembolsa mais que o dobro para acompanhar o seu time (R$ 67). O flamenguista paga R$ 42, e o corintiano, R$ 56.
Minas Gerais
Trazendo para o universo de Minas Gerais, não é nenhum absurdo comparar o Atlético de hoje com o Cruzeiro de 2013 e 2014, pois são situações bem parecidas dentro do Campeonato Brasileiro. Mas apenas dentro de campo.
A Raposa faturou muito mais com o sucesso nas duas últimas edições da Série A, em que conquistou o bicampeonato.
Em 2013, com o preço médio do ingresso a R$ 53, o Cruzeiro teve média de 32.872 pagantes por partida disputada no Mineirão. E arrecadou líquido, por jogo, cerca de R$ 765 mil.
No ano passado, o cenário foi bem parecido. O ticket médio caiu um pouco, principalmente pelo aumento do número de sócios, ficando em R$ 50. A média de público na Pampulha foi de 31.411 torcedores. A renda líquida, a cada partida, foi pouco mais de R$ 830 mil.
Agora, a arrecadação do Atlético no Mineirão é praticamente idêntica à do Cruzeiro nos dois últimos anos, com média de cerca de R$ 780 mil por partida.
Mas a média de público do Galo, no Gigante da Pampulha, é muito superior à do rival, pois soma 51.425 pagantes.
Em 2013, de cada torcedor que ia ao Mineirão, o Cruzeiro faturava R$ 23,29. No ano passado, esse número aumentou para R$ 26,53. Nesta temporada, cada atleticano na Pampulha representou R$ 15,50 nos cofres do clube.
É importante ressaltar que o Cruzeiro, desde o final de julho de 2013, não paga à Minas Arena os gastos operacionais de seus jogos, uma despesa entre R$ 150 e R$ 200 mil por jogo.
O clube tomou essa atitude após o Atlético decidir a Copa Libertadores no estádio sem arcar com as despesas de segurança, água, luz e orientadores de público.
No balanço operacional de 2014, a Minas Arena indica que a dívida cruzeirense é de R$ 5,5 milhões.
Ponto a ponto
- Nos 58 jogos de Campeonato Brasileiro que o Atlético já disputou no Estádio Independência, a partir de 2012, o clube nunca teve uma renda superior a R$ 1 milhão. Nos três jogos disputados no Mineirão, na edição deste ano, a arrecadação bruta foi superior a R$ 1,5 milhão.
- O maior público do Atlético atuando no Gigante do Horto, pelo Campeonato Brasileiro, foi de 22.315 pagantes no empate por 2 a 2 com o Vitória, na partida disputada em 8 de dezembro de 2013, pela última rodada. O confronto foi o último antes do embarque da delegação para a disputa do Mundial de Clubes, no Marrocos, e marcou ainda o retorno do meia Ronaldinho Gaúcho, que tinha ficado um longo período afastado do time por causa de uma lesão muscular.
- A maior arrecadação líquida do Atlético no Campeonato Brasileiro de 2012 foi em 26 de julho, quando venceu o Santos por 2 a 0, no Independência, e embolsou R$ 363.308,90, numa época em que o clube ainda tinha 15% da renda bruta retidos para pagamento de dívidas trabalhistas. Se esse valor for somado, o lucro atleticano com a partida chegaria a R$ 487.254,65.
- Este ano, no Mineirão, a menor renda líquida do Atlético alcançou R$ 727.688,43, na vitória de 1 a 0 sobre o Joinville, em 28 de junho, numa partida disputada às 11h.
- A diferença entre os dois jogos é que na partida contra o Santos, em 2012, no Independência, o preço médio do ingresso foi de R$ 40,46. Este ano, diante do Joinville, no Gigante da Pampulha, o ticket médio foi de R$ 28,27.