
O Atlético terá de decidir sua permanência na Copa do Brasil fora de casa. Na noite deste sábado (1º), a equipe mineira ficou no empate por 0 a 0 com o Juventude, na Arena MRV, em Belo Horizonte, pelo primeiro confronto das oitavas de final, e agora precisa vencer em Caxias do Sul para avançar às quartas. Caso o segundo duelo termine novamente empatado, a vaga será definida nas cobranças de pênaltis.
Empurrado pela torcida, o Galo iniciou a partida tentando controlar as ações por meio da posse de bola. O Juventude, por sua vez, apostou em uma postura cautelosa, ocupando bem os espaços defensivos e dificultando a circulação ofensiva dos donos da casa. Em alguns momentos, o sistema defensivo gaúcho chegou a formar uma linha com seis jogadores.
Apesar de permanecer mais tempo no campo de ataque, o Atlético encontrou dificuldades para transformar o domínio territorial em oportunidades reais. Renan Lodi apareceu com frequência pelo lado esquerdo, Victor Hugo buscou acelerar as transições e Dudu tentou desequilibrar nos lances individuais, mas a equipe esbarrou na falta de criatividade diante da marcação adversária.
A principal reclamação atleticana no primeiro tempo aconteceu aos 34 minutos, quando jogadores pediram pênalti sobre Natanael. O árbitro mandou o jogo seguir, e o VAR não recomendou revisão da jogada.
Nos minutos finais da etapa inicial, o Juventude passou a sair mais para o jogo e quase abriu o marcador. Já nos acréscimos, Alisson Safira acertou o travessão em um chute de média distância. Antes do intervalo, o Atlético ainda teve sua melhor oportunidade, quando Maycon cruzou para Renan Lodi, que apareceu livre na pequena área, mas finalizou sem direção.
O cenário mudou após o intervalo. O Juventude voltou mais confortável na partida, passou a controlar melhor a posse de bola e encontrou espaços para explorar os erros de posicionamento do Atlético. Com boa movimentação do meia MP, os visitantes conseguiram construir ataques com mais frequência e deram trabalho à defesa alvinegra.
Percebendo a queda de rendimento da equipe, o técnico Eduardo Domínguez promoveu alterações no setor ofensivo, colocando Cuello, Alan Minda, Preciado e Igor Gomes em campo. As mudanças aumentaram a intensidade do Atlético, embora a equipe continuasse com dificuldades para concluir as jogadas.
A melhor oportunidade atleticana surgiu aos 35 minutos da etapa final. Em cobrança de falta, Igor Gomes acertou a trave e esteve perto de garantir a vitória. Nos instantes finais, Cuello ainda desviou de cabeça após cobrança de escanteio, mas mandou a bola para fora.
Sem conseguir exigir grandes intervenções do goleiro Jandrei durante os 90 minutos, o Atlético ouviu cobranças vindas das arquibancadas. Insatisfeita com o desempenho da equipe, a torcida entoou o coro de "Eu quero é raça! Do time todo!", refletindo a frustração com uma atuação abaixo das expectativas.
A decisão da vaga acontece na próxima terça-feira (4), às 19h30, no Estádio Alfredo Jaconi. O Atlético precisa vencer para seguir vivo na competição, enquanto qualquer nova igualdade no placar levará o confronto para a disputa por pênaltis.
Atlético 0 x 0 Juventude
Atlético: Everson; Natanael (Preciado), Ruan Tressoldi, Lyanco e Renan Lodi; Maycon (Cuello), Tomás Pérez, Dudu (Alan Minda), Victor Hugo e Bernard (Igor Gomes); Cassierra
Técnico: Eduardo Domínguez
Juventude: Jandrei; Gabriel Pinheiro, Titi, Marcos Paulo, Aderlan (Nathan Santos); Lucas Mineiro, Raí Silva, Patryck Lanza (Diogo Barbosa), Fábio Lima (Mandaca, no intervalo, e depois Luan Martins) e MP; Alisson Safira (Alan Kardec)
Técnico: Maurício Barbieri
- Motivo: jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil
- Data: 1°/8/2026
- Estádio: Arena MRV, em Belo Horizonte
- Árbitro: Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
- Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA)
- VAR: Daiane Muniz (SP)
- Gols: não houve
- Cartões amarelos: Bernard, Cuello (Atlético); Alisson Safira, Aderlan (Juventude)
- Público: 37.041 pessoas
- Renda bruta: R$ 1.953.201,28
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