
Paciência, sabedoria e disciplina são ensinamentos marcantes da cultura japonesa. Depois de sete anos comandando o Cerezo Osaka, clube do país do sol nascente, o técnico Levir Culpi, que nasceu com os olhos puxados, é praticamente um samurai.
Na partida desta quinta-feira (1º) contra o Nacional de Medellín, às 19h15, no Independência, o novo treinador do Atlético terá que colocar em prática durante os 90 minutos tudo que aprendeu do outro lado do Mundo. Com a obrigação de vencer por pelo menos dois gols de diferença para avançar às quartas de final da Copa Libertadores, os comandados de Levir precisam ir com tudo para o ataque, mas não podem se descuidar da retaguarda.
Se a rede do goleiro Victor balançar uma vez, o Galo terá que fazer no mínimo três gols. Quem avançar, pega o Defensor, do Uruguai, que passou pelo The Strongest, da Bolívia.
“Se você conhecer o Japão não vai querer voltar. Eles são muito mais organizados. É uma sociedade muito boa. Fui pra lá e aprendi muitas coisas ligadas ao esporte, que trouxe e vou aplicar aqui. Fiquei mais de seis anos no paraíso e agora voltei para o inferno. Mas estava sentindo saudades, eles nos tratam muito bem lá, então dá saudade”, brincou Levir.
O time desta quinta-feira (1º) será o mesmo que perdeu para o Grêmio no fim de semana. Diego Tardelli, que deixou o treino de terça mais cedo, está confirmado no meio de campo ao lado de Ronaldinho Gaúcho, assim como o lateral-direito Alex Silva, que falhou no segundo gol dos gaúchos.
Otimismo
Apesar da apreensão, a torcida alvinegra está otimista. E motivos não faltam. Anunciado há uma semana, Levir Culpi, que já comandou o Atlético em outras três oportunidades, não sabe o que é derrota no Gigante do Horto. Nas 15 vezes em que dirigiu o Galo no estádio somou 13 vitórias e dois empates. “Tenho boas lembranças do Independência e vamos criar situações para vencer esta partida. Vai ser difícil, mas temos plenas condições”, disse o treinador.
O Independência se tornou um forte aliado, principalmente após a campanha da Libertadores do ano passado, quando a Atlético arrancou reações determinantes para a conquista do título. A esperança é tanta que na última quarta-feira (30), depois de muitas atuações criticadas, o craque Ronaldinho Gaúcho recebeu uma manifestação de apoio.
Torcedores estenderam em frente à sede do clube, em Lourdes, uma enorme bandeira com o rosto do atleta e a frase: “Vou com ele até o fim. Aqui é Galo”. Além do escrito, havia uma imagem de R10 batendo no braço, gesto que imortalizou o grito “Aqui é Galo”.