Campeão de língua afiada, Leandro Donizete fala do futuro e critica Dagoberto

Henrique André - Hoje em Dia
Publicado em 28/11/2014 às 08:32.Atualizado em 18/11/2021 às 05:11.
 (LUIZ COSTA/HOJE EM DIA)
(LUIZ COSTA/HOJE EM DIA)

“Ele é muito enjoado. O cara é folgado demais. Falei que ia pegar ele mesmo, e peguei”. Assim o volante atleticano Leandro Donizete definiu sua “rixa” com o atacante do Cruzeiro Dagoberto, e o lance no clássico da decisão da Copa do Brasil em que o camisa 8 do Galo foi expulso.

Muito eufórico com a conquista inédita do Atlético e, principalmente, por ter sido contra o arquirrival, Donizete disse que o confronto foi um campeonato à parte e que sempre terá um sabor especial. “O ano inteiro sem perder pra eles é maravilhoso. Não tem como falar o contrário”, afirmou o volante. Em 2014, as duas equipes se enfrentaram sete vezes. O Galo venceu quatro e empatou três com a Raposa.

Com a língua afiada e afirmando não ter dormido após a conquista, o “leão” do meio-campo atleticano se mostrou insatisfeito com algumas provocações feitas por jogadores do Cruzeiro antes da grande decisão. Para ele, faltou respeito ao Atlético. “Falaram muita coisa errada pra gente. (Ricardo) Goulart e outros fizeram piadinha com a gente. Mas não tem problema. Agora somos campeões”, desabafou.

Renovação

Com o contrato se encerrando em dezembro, Donizete disse que recebeu sondagens de outros clubes, mas que pediu ao empresário dele, Edson Khodor, para permanecer no Atlético. “Recebi umas sondagens, mas tenho uma boa proposta do Galo em mãos. Se puder, fico aqui por mais quatro ou cinco anos”, disse o volante de 32 anos.

Perguntado se este período seria suficiente para ver o companheiro de posição, Pierre, marcar o primeiro gol com a camisa alvinegra, Donizete riu e disse que, assim como o torcedor atleticano, segue acreditando. “Contra o Internacional, eu achei que ele faria gol, mas ele errou. A esperança é a última que morre” brincou.

Medalha “roubada”

Apaixonado pela medalha da Copa do Brasil, conquistada pela primeira vez, Donizete se atrasou um pouco para a entrevista dessa quinta-feira, pelo seguinte motivo: o filho levou o objeto para a escola, sem a autorização do pai.

“Meu moleque roubou minha medalha. Passei na escola dele e peguei de volta”, afirmou Donizete, em tom de descontração.

Amigo do técnico

Um dos homens de confiança do técnico Levir Culpi, Leandro Donizete disse que o estilo brincalhão do treinador o assustou no início. “Na hora que ele chegou e se apresentou eu pensei: meu Deus, esse cara vai acabar com nosso time. Mas ele é um cara muito inteligente e que sabe como trabalhar”, disse o camisa 8.

“O Levir é um amigo meu, agora. Nessa quinta, tirei muito sarro dele e falei: rapaz que burro com sorte você é”, lembrou o jogador, fazendo uma brincadeira com o nome do livro publicado pelo comandante atleticano.
sequência

Classificado para a Libertadores e “mais leve” no Campeonato Brasileiro, o elenco atleticano se reapresenta nesta sexta-feira (28) à tarde, na Cidade do Galo, e se prepara para o jogo de domingo contra o Coritiba, no Independência. Já foram vendidos mais de 7 mil ingressos.

A partida, válida pela 37ª rodada, marcará a despedida do presidente Alexandre Kalil. Na próxima semana, Daniel Nepomuceno assumirá a cadeira como mandatário do Atlético.

MINIENTREVISTA

O que aconteceu entre você e o Dagoberto?
Ele é muito enjoado. Vi uma reportagem dele e não gostei. Ele é folgado demais, na verdade. Veio, me deu uma pancada nas costas e depois ficou só correndo. Falei que ia pegar ele, fiquei com raiva ali na hora, e acabei pegando mesmo. Ele beliscou meu pescoço e acabei dando um tapa na cara dele. Clássico é assim.

A última partida da final foi a mais fácil da Copa do Brasil?
Do jeito que a gente estava focado para esta decisão, com certeza foi nosso jogo mais fácil. Sem desmerecer o Cruzeiro, que é um grande clube. Sabíamos que eles estavam cansados, estudamos bem o time deles e conseguimos o título.

O que você achou da comemoração dividida no Mineirão após o apito final?
Eles (jogadores do Cruzeiro) forçaram, né? Era um momento nosso. O Brasileiro deles já passou. Senti que eles estavam com um pouquinho de inveja naquela hora. Mas o que importa é que conquistei meu terceiro título no Mineirão. Aqui é minha segunda casa.

Quais conselhos você dá para os garotos da base que hoje estão no profissional?
Deixamos eles à vontade. Peço que eles não saiam bebendo por aí nas folgas e que não deixem o sucesso subir à cabeça.

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