O lado esquerdo do ataque atleticano não tem a mesma “alegria nas pernas” desde a transferência do jovem Bernard para o futebol ucraniano, em 2013. Ao todo, quase dez jogadores foram testados para ocupar a lacuna no setor. Contudo, a dúvida que começou com o técnico Cuca foi passada para o sucessor Paulo Autuori e segue na cabeça do atual treinador, Levir Culpi. Hoje, por exemplo, a posição volta a ser um dilema para o duelo contra o Santos, às 19h30, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.
A aposta mais recente do clube é Thiago Ribeiro, contratado para disputar a titularidade com Carlos. Prata da casa, o garoto vem de altos e baixos desde que foi promovido ao time profissional no ano passado e, apesar das boas estatísticas ofensivas, não tem cadeira cativa na equipe.
Mais experiente, Ribeiro chegou do Peixe por empréstimo até junho do ano que vem. Com apenas nove jogos pelo Galo e aproveitamento semelhante ao de Carlos até o momento, ele ainda busca uma sequência maior de partidas para tentar se firmar como novo dono da posição.
Para o compromisso de logo mais, no Independência, Levir garante já ter tomado a decisão. No entanto, preferiu deixar o mistério no ar, com bom humor. “Só de pirraça, não vou falar. Não faz muita diferença, mas, já que pintou a dúvida, vou deixar até a hora do jogo”, brincou.
Sobre as características dos atacantes, Levir vê qualidades distintas e elogia a busca de ambos por evolução. “Durante os treinamentos, o Carlos busca finalizar mais e aprimorar os chutes a gol, enquanto o Thiago treina cobranças de faltas e ajuda bastante na hora do passe”, revela o comandante alvinegro.

Setor teve investimentos e improvisações sem sucesso
Desde a venda de Bernard para o Shakhtar Donetsk, por cerca de R$ 77 milhões, nenhum outro atleta conseguiu virar unanimidade pelo lado esquerdo do ataque alvinegro e nem superar os números do garoto.
O primeiro a ser testado foi Fernandinho, contratado por empréstimo junto ao Al-Jazira (Emirados Árabes Unidos). Oscilando entre boas e más atuações, o atacante fez 47 partidas e marcou nove gols com a camisa alvinegra. Sem corresponder, especialmente no Mundial de Clubes, ele acabou deixando o Galo.
A aposta seguinte seria Maicosuel, que estava na Udinese (Itália) e chegou à Cidade do Galo a um custo de R$ 10 milhões para ser o titular. Porém, sofreu com algumas lesões e também não conseguiu se firmar.
Depois disso, o então reserva Luan e Diego Tardelli chegaram a ser deslocados das posições de origem. No ano passado, o jovem meia Dodô também recebeu algumas oportunidades no setor. Por fim, já na atual temporada, o armador colombiano Cárdenas foi testado aberto pela esquerda, mas também não rendeu.
Hoje, o próprio Maicosuel briga por um lugar no ataque titular e será escalado nesta quarta-feira (10), contra o Santos. Porém, pela direita, na vaga do lesionado Luan.