Cuca comanda último treino leve, à espera da estreia contra o Raja

Gláucio Castro - Enviado Especial- Do Hoje em Dia
Publicado em 17/12/2013 às 18:48.Atualizado em 20/11/2021 às 14:51.
 (Vitor Francesconi/Atlético)
(Vitor Francesconi/Atlético)

MARRAKESH - Com os braços cruzados, as vezes a mão no queixo, o técnico Cuca era quase um espectador nesta terça-feira (17) no último do Atlético antes da estreia desta quarta-feira, às 17h30 (hora de Brasília), contra o Raja Casablanca, em Marrakesh, no Mundial de Clubes da Fifa. Tudo que o treinador podia fazer para seu time levantar o caneco mais importante já está feito. Agora é só colocar em prática a parte mais ousada de um projeto vitorioso, que começou ainda na temporada passada e garantiu o título de bicampeão mineiro e da Libertadores em 2013.

Nesta terça-feira, os jogadores, que já sabem os 11 titulares de cor e salteado, receberam um estímulo a mais antes de seguir para o último treinamento. O presidente da CBF, José Maria Marin, teve uma conversa com os atletas alvinegros no hotel, quando falou de um detalhe que deixou todos bastante animados. “Ele disse muitas coisas, falou da importância de disputar um Mundial para qualquer um que está aqui e falou, sim, que as vagas da Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo do ano que vem ainda estão abertas”, confirmou Cuca.

Logo em seguida, a poucos metros de onde os marroquinos também faziam os últimos ajustes, o treinador alvinegro comandou apenas um treino leve e depois utilizou muito mais as palavras para fazer os últimos ajustes. “O treino foi mais para descontrair. Já trabalhamos muito bem todos os fundamentos e não podemos correr o risco de perder nenhum jogador num momento tão importante. Agora temos que conversar bastante para tentar afastar a ansiedade que é natural. Muitos, como eu, estão aqui pela primeira vez”, explica Cuca. “Mas acho que vamos dormir bem porque fizemos uma boa preparação”, completou Cuca.

Como boa parte da Libertadores foi resolvida na base dos pênaltis, as cobranças não podiam ficar de fora do último trabalho. Mas Cuca tenta não dar tanta importância assim ao fundamento para não aumentar a pressão. “Treinamos os pênaltis porque é da regra”, resumiu o técnico do Galo.

Talvez seja porque ele espera contar antes com outra arma importante que sua equipe tem: as bolas aéreas de Leonardo Silva, Réver e Jô. “Decidimos muitas partidas assim. Tomara que amanhã (hoje) a gente possa ser feliz desta forma também para conseguir a classificação”, relembrou Leonardo Silva, que empatou aos 42 minutos do segundo tempo contra o Olímpia, gol que levou a decisão para a cobrança de pênaltis.

Quando se fala em Mundial de Clubes, impossível não se lembrar da tragédia do Internacional diante do Mazembe. Os marroquinos do Raja Casablanca acabaram se transformando numa surpresa desta semifinal contra o Galo, quando todos esperavam o Monterrey, do México, eliminado na fase anterior. Mas Cuca tenta demonstrar tranquilidade.

“Quem lida com futebol tem que estar preparado para isso. Nós nos preparamos para vencer. Por isso tentamos tirar o máximo de cada jogador. Agora, ganhar ou perder é circunstância da partida. Não podemos ficar pensando só nisso. O que eu falo é para eles jogarem bem, jogarem o que sabem. Se você jogar bem você está bem perto da vitória”, sonha Cuca. Apesar de estar bem perto de trocar o Atlético pelo futebol chinês, o assunto não entrou na entrevista desta terça-feira. O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, que acompanhou o último treino voltou a afirmar que só trata do assunto após o Mundial.

Tudo que os torcedores esperam para a tarde deste histórico 18 de dezembro de 2013, no Marrocos, é que a estreia seja tão brilhante como a bicicleta que o volante Gilberto Silva deu no treino desta terça e terminou com um golaço durante o rachão.

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