Nesta sexta, o assunto do dia na Cidade do Galo foi o atacante Jô. O técnico Levir Culpi não fugiu da polêmica e disse tudo que pensa sobre o sumiço do jogador há duas semanas. O treinador ficou enfurecido com a notícia de que Jô havia faltado aos treinos, mas, depois, esfriou a cabeça e, agora, prevê um tratamento de "pai" ao jogador.
Levir, primeiramente, usou de eufemismo para explicar sua reação imediata à falta de compromisso de Jô. "Conversei em uma condição de carrasco. Queria cortar o pescoço dele", disse o técnico.
Depois, veio a avaliação fria da situação do atleta, que voltou a conviver com problemas no casamento e se afastou do trabalho para tentar o retorno do relacionamento com a esposa.
O treinador alvinegro acredita que é hora de "abraçar" Jô e ajudá-lo na retomada da carreira. "É como filho, tem hora que precisa da ajuda dos pais, não de apanhar. Tem hora que precisa de um tapa nas costas. É a hora da torcida do Atlético também, chamar o jogador para que ele se sinta inteiro", afirmou.
"Autodestruição"
Ainda ao falar de Jô, Levir disse que o atacante é bom de grupo, mas, mesmo sendo alguém "especial", acaba escolhendo ações que só prejudicam o próprio atleta.
"O Jô é um cara especial, muito querido no grupo, não faz mal a ninguém, faz mal a ele, mas espero que ele consiga se adaptar as condições do Atlético e as condições como atleta", completou Levir.