
Por um período recente, o setor de volantes esteve entre as principais necessidades apontadas no elenco do Atlético. A falta de jogadores com características diferentes para ocupar a faixa central do campo fazia com que a posição fosse frequentemente lembrada quando o assunto era a necessidade de reforços. Agora, o cenário mudou. Com as chegadas de Fred, ex-Fenerbahçe, e Kevin Castaño, emprestado pelo River Plate, Eduardo Domínguez passa a trabalhar com um setor mais numeroso e com alternativas para diferentes funções.
Fred chega com características de segundo volante, podendo participar da construção das jogadas, acelerar a transição e se aproximar do ataque. Castaño, por outro lado, tem perfil de primeiro volante e oferece uma alternativa mais voltada à marcação e à proteção à frente da zaga. A dupla, portanto, acrescenta ao elenco características que permitem ao treinador modificar a composição do meio-campo sem necessariamente alterar a estrutura da equipe.
A concorrência também envolve jogadores que já estavam no grupo. Alan Franco tem experiência para atuar mais recuado, enquanto Maycon oferece qualidade no passe e na distribuição. Alexsander acrescenta dinâmica e condução de bola, e Tomás Pérez aparece como outra alternativa para uma função mais próxima da defesa. Patrick completa as opções do setor, principalmente pela força física.
Nesse cenário, Mamady Cissé surge como um nome que merece atenção. Aos 19 anos, o guineense vem ganhando espaço com Domínguez e tem uma característica que pode pesar na disputa: a capacidade de desempenhar mais de uma função. Pode atuar como primeiro volante, ajudando na marcação, ou avançar alguns metros e participar da construção e da chegada ao ataque.
A chegada de Fred e Castaño, assim, altera a configuração de um setor que passou a contar com mais possibilidades de combinação. Domínguez pode optar por maior proteção à defesa, por um meio-campo com mais capacidade de construção ou ainda por uma composição que equilibre as duas características. A resposta estará nas escolhas do treinador, que agora terá mais peças para montar o meio-campo de acordo com o adversário e o momento da temporada.
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