
O Atlético conseguiu tirar um sorriso de seu torcedor neste domingo (2), ao vencer o Nacional, de Muriaé, de virada, por 2 a 1, em um empolgante duelo realizado no estádio Independência. Com dois gols de Jô, o Galo, que saiu atrás no placar, conseguiu sua primeira vitória no Campeonato Mineiro.
A nota triste da partida ficou pela lesão do zagueiro atleticano Emerson, que sofreu uma fratura no tornozelo direito ao tentar impedir o avanço de um adversário rumo ao gol. A cena foi tão forte, que o cartão vermelho que o defensor recebeu pela falta cometida ficou de lado, já que todos se preocuparam com a gravidade da contusão.
Na próxima quarta-feira (5), o Atlético volta ao Independência, desta vez para encarar o Tombense, em duelo que terá início às 22 horas. No mesmo dia, porém às 19h30, o Nacional visita a Caldense, no estádio Ronaldão, em Poços de Caldas.
Dois jogos, um tempo
A etapa inicial de Atlético e Nacional bem que poderia ser definida em duas partes: antes e depois da parada técnica para hidratação dos atletas. Se no primeiro momento, o torcedor presente no Independência acompanhou uma partida morna, após a interrupção o que se viu foi um embate quente, com grandes emoções dos dois lados.
Então vamos direto a elas. Aos 29, Marcos Rocha “fez a linha de fundo” e cruzou para trás. A bola passou por todos, chegou para Guilherme, mas ele não calibrou o pé e a pelota passou longe da caixinha. A resposta do Nacional não tardou. Logo na jogada seguinte, a zaga do Atlético bateu cabeça e a gorduchinha sobrou para Nei Mineiro. O atacante só não deixou sua marca porque Victor saiu de forma providencial.
Pouco depois, aos 34, Jô quase tirou o primeiro zero do placar ao “fazer o pivô” e chutar rasteiro. João Carlos defendeu. Na jogada seguinte, foi a vez do goleiro do outro lado brilhar, quando Badé soltou um “pombo sem asas” em diagonal pela esquerda. A bola iria morrer lá onde a coruja dorme, mas Victor saltou e evitou o pior. Belíssima defesa.
A “água mágica” fez bem à partida. Apesar de Atlético e Nacional não terem balançado a rede, o embate ficou interessante após a parada técnica, com as duas equipes tirando “o pé do freio”.
Euforia e tragédia
O segundo tempo também reservou emoções. Grandes emoções, na verdade. Logo de cara, aos 3 minutos, uma falta na entrada da área que era defendida pelo Nacional. Dátolo ajeitou a pelota com carinho e mandou por cima da barreira, mas ela foi morrer do lado de fora, após bater na trave.
Pouco depois, aos 12 minutos, veio o lance mais impactante da partida. Após um vacilo da zaga alvinegra, Nei Mineiro recebeu livre, em direção ao gol. Emerson, como último recurso, tentou dar um carrinho para impedir sua progressão. Até conseguiu. O problema é que o tornozelo direito do defensortorceu quanto o pé dele ficou preso no gramado, causando uma séria lesão. Tão preocupante que os atletas entraram em desespero ao chegar perto dele, pedindo socorro, que veio posteriormente. O camisa 4 foi expulso pela falta, mas esse foi o menor dos detalhes.
Após o drama pela contusão do beque alvinegro, veio a cobrança de falta, próximo à linha de entrada da área. Léo Medeiros chutou a pelota de forma rasteira, com força. Victor defendeu parcialmente. O rebote caiu nos pés de Júnior Lemos, que finalizou de primeira, mas o “santo” alvinegro interviu novamente e impediu o primeiro gol do Nacional.
Mas nem sempre o “santo” consegue fazer milagres. Aos 17, a bola caiu nos pés de Nei Mineiro, que tocou para Léo Medeiros. O meio-campo ergueu a cabeça e viu Jonathan livre do outro lado, na pequena área. E ali não tem perdão. Ao receber o cruzamento rasteiro, o atacante só teve o trabalho de escorar para o barbante e sair para o abraço. 1 a 0.
O Galo não se entregou. E partiu para cima, afinal, não queria deixar alguém vencer em seus domínios, o que é incomum. E chegou ao empate aos 28 minutos. Dátolo cobrou falta na altura da intemediária e achou Jô livre no miolo da área adversária. Naquele local, centroavante não pode pecar e de peixinho, o camisa 7 mandou para o barbante. 1 a 1.
Até aquele momento, Jô não vinha fazendo uma partida regular. Porém, o “ofício de centraovante” pode consagrar um atleta em um lance. E a afirmação veio já ao apagar das luzes. Aos 44 minutos, Neto Berola achou o camisa 7 livre no miolo da zaga do Nacional. Jô dominou a pelota com a perna esquerda e com a mesma canhota bendita encobriu o arqueiro do Nacional para virar a partida. 2 a 1.
Quem foi ao Horto na quente tarde deste domingo certamente deve ter ficado feliz ao final da partida. Afinal, viu um Atlético empolgado, tentando sobrepor até a falta de preparo físico nesse retorno da temporada. Porém, o torcedor viu um Nacional forte, combativo, que talvez merecesse uma sorte melhor.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO 2 X 1 NACIONAL
ATLÉTICO: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Emerson, Dátolo; Pierre, Josúe (Neto Berola), Guilherme (Jemerson), Tardelli e Fernandinho (Rosinei); Jô. Técnico: Paulo Autuori.
NACIONAL: João Carlos, Leandrinho, Márcio Alemão, Américo, Badé; Marcão, Hildo, Léo Medeiros (Fabrício), Júnior Lemos (Guilherme); Jonathan e Nei Mineiro (Rafael Silva). Técnico: Marcelo Cabo.
Gols: Leandrinho (aos 12') e Jô (aos 28' e 44' do 2º tempo)
Data: 2 de fevereiro de 2014
Motivo: Jogo válido pela 2ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Independência
Cidade: Belo Horizonte
Árbitro: Wanderson Alves de Souza
Auxiliares: Marcus Vinícius Gomes e Felipe Alan Costa de Oliveira
Cartões amarelos: Nei Mineiro, Fabrício e Leandrinho (Nacional); Emerson (Atlético)
Cartões vermelhos: Emerson (Atlético); Américo e Alemão* (Nacional)
(*) Alemão recebeu o cartão vermelho ao final da partida, por reclamação.